Lançado projeto que reforça pesquisa para o combate à vassoura de bruxa
O projeto Renorbio foi lançado em ato realizado na Superintendência da Ceplac, no sul da Bahia
O projeto Renorbio, que incorporou o projeto Renorbio-Vassoura de Bruxa do Cacaueiro (Renobruxa), foi lançado oficialmente, nesta sexta-feira, na Superintendência da Ceplac, localizada na rodovia Ilhéus/Itabuna, no sul da Bahia.
A iniciativa envolve pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), além da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri), por intermédio da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), e Ceplac.
Para o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, o esforço de instituições de pesquisas, desenvolvimento e inovação com o objetivo de encontrar alternativas para o controle da praga é um exemplo a ser seguido por toda a cadeia produtiva da cacauicultura. "Só assim poderemos superar a crise de décadas e entrar num ciclo de desenvolvimento sustentável."
Novas variedades – O objetivo do projeto é revitalizar a cacauicultura na Bahia e no país, investindo no controle da doença, por meio de novas variedades para plantio, adequada qualidade de produto, boas características gerais e maior resistência, explicou o ex-presidente do Fundo Setorial do Agronegócio do Ministério da Ciência e Tecnologia e um dos articuladores da Rede Renorbio, Luís Antonio Barreto de Castro.
O diretor da Ceplac, Jay Wallace da Silva e Mota, e o secretário Eduardo Salles destacaram o empenho do governo da Bahia para a liberação de R$ 6 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Ministério da Agricultura, por meio do orçamento da Ceplac, para o projeto Renobruxa. Tecnologias – Desde o ataque da vassoura da bruxa, no final da década de 80, que reduziu a produção brasileira de 400 mil toneladas de cacau para menos de 100 mil toneladas, a Ceplac desenvolveu inúmeras pesquisas.
Além de ter produzido 39 clones com genes tolerantes e resistentes à doença, os pesquisadores desenvolveram tecnologias para o manejo integrado da praga utilizando controles cultural, biológico, genético e químico.