Comunidade da ilha de Boipeba começa a trabalhar com apicultura

15/09/2011

Comunidade da ilha de Boipeba começa a trabalhar com apicultura

 

 

Promover atividades de apicultura e meliponicultura para a produção de própolis vermelha, na ilha de Boipeba, município de Cairu é a nova proposta de trabalho da equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do escritório local de Valença da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), empresa vinculada a Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri).

O objetivo da equipe é promover a interação da comunidade na atividade apícola, formando grupos informais para produção, beneficiamento e comercialização do mel e seus produtos. A proposta da EBDA é pautada no estimulo da atividade, na geração de emprego e renda e no comprometimento com o desenvolvimento sustentável, ressaltando a biodiversidade da ilha.

A ilha de Boipeba possui floradas ideais para o manejo com abelhas, além de uma vasta área de manguezal que contribui para a exploração natural de um novo produto ligado à área apícola: a própolis vermelha. A substância é produzida pelas abelhas, principalmente, a partir da resina de uma planta muito comum nos mangues da região, a Dalbergia ecastophyllum, conhecida popularmente como rabo-de-bugio ou rabo-de-bugí.

De acordo com a técnica Maiana Machado, da EBDA de Valença, a comercialização da própolis vermelha será um fator primordial para os futuros apicultores da ilha, já que o produto é vendido por até R$ 450,00, o quilo. “A própolis vermelha já vem ganhando espaço em algumas regiões do Estado, mas aqui no Território de Cidadania Baixo Sul ainda não é tão comum. Nossa pretensão é fomentar esta atividade, proporcionando para o apicultor condições de manejo e, consequentemente, de rentabilidade para sua família”, assegurou a técnica.

Para início das atividades, a empresa promoverá dia 26 deste mês, às 9 horas, na sede da Associação de Moradores e Amigos de Boipeba (Amabo), uma capacitação para os novos apicultores, onde serão abordados temas como: A biologia das abelhas, Proteção e conservação de colméias, Técnicas de segurança na atividade, Indumentária e equipamentos necessários para a execução dos trabalhos, Instalação do apiário, Métodos de colheita, e Processamento e beneficiamento do mel.

Para esta primeira etapa dos trabalhos, os técnicos pretendem cadastrar 30 novos apicultores, entre eles homens, mulheres e jovens. Apoiam esta iniciativa a Prefeitura Municipal de Cairu, a Fazenda Pontal, que doará algumas caixas para início da atividade, e as associações comunitárias dos carroceiros, mulheres, pescadores artesanais e estudantes do município.


Fonte:
EBDA/Assimp, 15/09/2011                   
Tel.: (71) 3116-1910 // 1803
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