Commodities Agrícolas

23/09/2011

Commodities Agrícolas 
 

Pregão amargo

A migração de investidores de commodities e ações de empresas para o dólar derrubou as cotações do açúcar na quinta-feira na bolsa de Nova York, informou a agência Dow Jones Newswires.
Os contratos com vencimento em março fecharam a 24,81 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 110 pontos (4,2%) sobre a véspera e menor nível desde meados de junho. Apesar da queda, há entre analistas uma expectativa de que a produção menor que a esperada no Brasil interromperá a tendência de depreciação das cotações. O Goldman Sachs, por exemplo divulgou análise nesse sentido. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 1,18%, para R$ 64,50 (com impostos, sem frete).

Efeito manada

As cotações do cacau não ficaram de fora da onda de liquidação de contratos futuros de commodities na quinta-feira e recuaram ao menor patamar em pouco mais de um ano na bolsa de Nova York.
Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a US$ 2.725 por tonelada, em baixa de US$ 45 sobre o fechamento de quarta-feira. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires não acreditam que as atuais turbulências financeiras em países desenvolvidos serão capazes de prejudicar significativamente a demanda global por cacau. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da amêndoa subiu para a média de R$ 80,83, ante os R$ 76,66 da véspera, conforme informações divulgadas pela Central Nacional de Produtores de Cacau.

Perto do suporte?

A continuidade do movimento de fuga dos investidores dos mercados de commodities em geral levou as cotações do suco de laranja ao menor patamar em pouco mais de um mês na quinta-feira na bolsa de Nova York.
Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão negociados a US$ 1,5665 por libra-peso, tombo de 625 pontos (3,8%) em relação à véspera. Consultado pela agência Dow Jones Newswires, Joe Nikruto, broker da RJ O'Brien, afirmou que acredita que a liquidação de contratos deverá parar quando as cotações chegarem a US$ 1,55. No mercado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja pera in natura foi cotada, em média, a R$ 10,07, em alta de 2,44%, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.

Liquidação em massa

Os contratos futuros do algodão caíram na quinta-feira pelo sexto pregão consecutivo, na medida em que os investidores optaram por se livrar de suas posições em ações e commodities diante de novas evidências de que a economia global está degringolando - o que foi sacramentado depois que o Fed advertiu sobre "riscos significativos de desaceleração" americana e que a Moody's Investors reduziu o rating de dois bancos dos EUA. "Parece que estamos vendo uma liquidação em massa", disse Michael Smith, presidente da T&K Futures & Options, à agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, a libra-peso do algodão para março fechou o dia a US$ 2,481, com recuo de 110 pontos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso ficou em R$ 1,8309, queda de 0,76%.

 

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