Programa baiano de entrepostos frigoríficos pode ser modelo nacional

03/10/2011

Programa baiano de entrepostos frigoríficos pode ser modelo nacional

 

O Programa de Entrepostos frigoríficos, lançado na manhã de hoje, (3), pela Secretaria da Agricultura/ Agência Estadual de Defesa Agropecuária, (Adab), com o objetivo de dar sustentabilidade à cadeia da carne, combater o abate clandestino e assegurar a segurança alimentar à população com a oferta de carne sadia, pode ser modelo para todo o País. O programa, e todo detalhamento do projeto, será entregue nesta terça-feira, (4), em Brasília, aos secretários de Agricultura de todos os Estados, durante reunião do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Agricultura, Conseagri, que é presidido pelo secretário baiano, engenheiro agrônomo Eduardo Salles. O encontro vai acontecer na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Esta será a primeira reunião organizada por Salles como presidente do Conseagri. A programação começa na noite desta segunda-feira, (3), com um jantar com o ministro do Desenvolvimento Agrário, MDA, Afonso Florence, e sua equipe, e a participação confirmada de 25 dos 27 secretários estaduais de Agricultura. Durante o jantar, o secretário Eduardo Salles entregará também ao  ministro uma cópia do programa.
 “Este é um programa estruturante que estamos lançando de forma pioneira no Brasil, dando seqüencia ao projeto de descentralização do abate na Bahia”, disse o secretário da Agricultura da Bahia, explicando o abate clandestino é um problema que acontece também em outros estados “e nós desejamos compartilhar com o Brasil as soluções que estamos encontrando na Bahia”.

Salles explica que os entrepostos frigoríficos são estruturas modulares, com capacidade para 30, 50 e 100 carcaças, que serão instaladas junto aos centros comerciais dos municípios, onde funcionam boxes para comercialização de carnes. As carcaças saem dos frigoríficos e vão para os entrepostos, dotados de equipamentos em inox, onde os marchantes e açougueiros farão a desossa, separando os tipos de carne de acordo com os hábitos e costumes de cada região. Ainda nessa estrutura, pequena câmara frigorífica acoplada será utilizada para os miúdos, preservando a cultura das fateiras.

Depois de trabalhada no entreposto, a carne é levada para os balcões frigoríficos instalados nos boxes dos centros comerciais, equipados com serrafita e balança, formando um módulo que dá a concepção final à cadeia da carne. Isso garante a segurança alimentar a toda a população, que não correrá o risco de sofrer com doenças que podem causar a morte, principalmente de crianças.

Fonte:
Ascom Seagri 
Josalto Alves – DRT-Ba 931
Tel.: (71) 3115-2794 / 9975-2354

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