Commodities Agrícolas

06/10/2011

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Calmaria em NY 
 
Com pouca pressão vinda da crise financeira na Europa, sobretudo na Grécia, o mercado de açúcar fechou ontem sem grandes oscilações na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerram o pregão a 24,09 centavos de dólar por libra-peso, em valorização de 6 pontos. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg dizem que os fundamentos não estão influenciando o mercado no curto prazo. "Tudo gira em torno do que acontece na Grécia", disse Jeff da R.J. O'Brien & Associates, uma corretora de Nova York. Ele acredita que os futuros de açúcar vão ser negociados de 23,5 centavos para 27,5 centavos de dólar por libra-peso nos próximos 30 dias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq fechou em queda de 0,19% com a saca do cristal a R$ 62,57.
 
Dia positivo 
 
Assim como a maior parte das commodities, o milho foi beneficiado ontem com um alívio nas preocupações sobre a situação econômica global. Os papéis para março encerraram o dia a US$ 6,1825 o bushel, alta de 17,50 centavos de dólar. Analistas disseram à agência Dow Jones Newswires que a falta de pressão vinda da crise financeira dirigiu o dólar para uma baixa e, consequentemente, trouxe alta aos mercados das commodities. De acordo com especialistas ouvidos pela agência Bloomberg, o fato de as cotações terem recuado no mês passado também reaqueceram a demanda, sobretudo dos produtores de ração animal e de etanol. Internamente, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão fechou o dia de ontem em queda de 0,35% a R$ 31,51 a saca.
 
A volta da demanda 
 
Uma menor preocupação com a economia e sinais de que a demanda por trigo está sendo retomada ajudaram a elevar os futuros do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 6,60 o bushel, alta de 20 centavos de dólar. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou a US$ 7,1525 o bushel, valorização de 13,5 centavos. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informados pela Bloomberg, na semana encerrada em 29 de setembro o volume de trigo americano para exportação inspecionado subiu 1,6% em relação à semana anterior. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu por R$ 25,03, queda de 0,08%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
 
Baixa no campo de SP O IqPR
 
índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura de São Paulo -, encerrou setembro com variação negativa de 1,82%. A principal pressão sobre o indicador veio do grupo formado por seis produtos de origem animal, cuja queda média foi de 3,64. Nessa frente, os destaques foram os tombos nos mercados de ovos (5,98%), carne suína (5,31%) e carne de frango (5,06%). No grupo composto por 14 produtos de origem vegetal, a baixa média foi de 1,14%, puxada por laranja para a indústria (15,65%). Mesmo com a retração de setembro, o IqPR acumula alta de 19,28% nos últimos 12 meses. No período, o produto que mais subiu foi o tomate para mesa (118,19%).
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