Commodities Agrícolas
Dólar forte A valorização do dólar americano em relação a outras moedas e a fraqueza de outros mercados diante das turbulências financeiras irradiadas do mundo desenvolvido derrubaram as cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a 26,74 por libra-peso, em baixa de 13 pontos em relação à sexta-feira. Depois da valorização de 10% observada na semana passada, algum movimento de realização de lucros também colaborou para as perdas de ontem. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,08% e atingiu R$ 62,38 (com impostos, sem frete), ou US$ 35,36. Em real, o indicador acumula queda de 0,54% em outubro.
Safra promissora Os preços futuros do café sofreram ontem a queda mais forte em uma semana na bolsa de Nova York. Os contratos para entrega em março encerraram o pregão cotados a US$ 2,3720 por libra-peso, uma perda de 555 pontos. Analistas disseram à agência Bloomberg que o mercado repercutiu a informação de que a floração das lavouras brasileiras sinaliza uma safra de boa qualidade para 2012. "O cenário está realmente pesando sobre os preços", disse Michael Smith, presidente da T&K Futures & Options. A alta do dólar e a queda de outras commodities, em dia de aversão a ativos de risco nos mercados financeiros, também influenciaram o comportamento do café. No cenário interno, o indicador Cepea/Esalq recuou 1,89%, para R$ 483,67 por saca.
Crise europeia As perspectivas pessimistas quanto à resolução da crise da dívida que assola a Europa levou à queda dos preços do suco de laranja negociados na bolsa de Nova York. Ontem, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, declarou que os líderes da União Europeia não vão oferecer uma solução completa para a crise das dívidas da região. "Os sonhos de que tudo vai ser resolvido, de que tudo vai estar acabado, não vão ser atendidos", disse ela por meio de seu porta-voz. Os contratos futuros com entrega para janeiro encerraram a segunda-feira a US$ 1,6680 por libra-peso, desvalorização de 70 pontos sobre a sexta-feira. Em São Paulo, os preços médios recebidos pelo citricultor para a laranja pera in natura subiram 1,3%, valendo R$ 10,15 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea/Esalq.
Demanda fraca Os contratos futuros do algodão também não resistiram à valorização do dólar em relação a outras moedas e recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em março fecharam a 98,46 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 97 pontos sobre sexta-feira. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires notaram que a atual tímida demanda física pelo produto colaboram para torná-lo mais vulneráveis aos reflexos de movimentos financeiros muitas vezes derivados de outros mercados. Na principais praças de Mato Grosso, que lidera a produção nacional, a arroba ficou entre R$ 54,10 (Sapezal) e R$ 55,20 (Alto Garças e Itiquira), conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), braço da federação dos agricultores do Estado (Famato).