XV Congresso Brasileiro de Mandiocultura será na Bahia
Foto:Imprensa Seagri
A decisão acaba de ser anunciada em Maceió, onde está acontecendo até sábado, (19), o XIV Congresso Brasileiro de Mandioca, com a participação de centenas de produtores, empresários, pesquisadores, estudantes de Agronomia e delegações de vários países, além de membros da Câmara Setorial da Mandioca estadual e também da nacional. Uma significativa delegação baiana, composta por produtores de mandioca de regiões como Santo Antonio de Jesus e Vitória da Conquista, onde acabam de ser inauguradas duas modernas fábricas de fécula e amido modificado, está na capital alagoana, participando do evento, (o mais significativo do setor), e vibrou muito com a conquista do direito de sediar na Bahia a XV edição do congresso. A escolha da Bahia para receber o próximo congresso aconteceu por unanimidade dos votos dos delegados da Sociedade Brasileira de Mandioca.
A delegação baiana, usando camisas com a marca do congresso, chamando-o para a Bahia, contou com a presença de baianas estilizadas, distribuindo fitas do Senhor do Bonfim e material promocional. O secretário da Agricultura da Bahia, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, que na noite de quarta-feira, (16), representou o governador Jaques Wagner, na abertura oficial do congresso, disse no seu pronunciamento que o próximo congresso acontecer na Bahia premia todos os milhares de produtores do Estado que tem feito por merecer, utilizando tecnologias de ponta e consequentemente aumentando a produtividade, se organizando e agroindustrializando a mandioca.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, MDA, Afonso Florence, lembrou que a Bahia é o terceiro maior produtor de mandioca do País, e disse que é mais do que justo que o XV Congresso Brasileiro de Mandioca seja realizado em terras baianas.
Ao participar da abertura do evento, ao lado do ministro Afonso Florence, do governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, do secretário adjunto da Agricultura de Alagoas, José Marinho Júnior, e do chefe da Embrapa Mandioca, Domingos Haroldo, Eduardo Salles elogiou a organização do congresso, na pessoa do seu coordenador, Eloísio Junior, e afirmou que vamos nos empenhar para repetir na Bahia o sucesso que estamos testemunhando aqui.
Pãozinho baiano
Eduardo Salles destacou a iniciativa baiana de colocar em discussão na Assembléia Legislativa o projeto de lei elaborado pelo deputado estadual Mário Negromonte Júnior, instituindo a obrigatoriedade de adição na massa do pão de 10% de fécula de mandioca. Salles considerou que o Brasil importa cerca de 85% da farinha de trigo que consumimos, o que representa a saída de divisas superiores a U$ 1 bilhão por ano. O uso da fécula no pão vai representar economia para o País, além de alimento de melhor qualidade para o consumidor.
De acordo com técnicos da Embrapa, a fécula da mandioca pode ser adicionada à massa do pão até o percentual de 25%, sem qualquer prejuízo. Além disso, a fécula não contém glúten, e dilui o glúten contido na farinha de trigo.
O projeto estabelece que inicialmente a adição comece com 2% e seja gradativamente aumentada até chegar aos 10% nos próximos cinco anos, o que, conseqüentemente, estimulará a ampliação de área plantada de mandioca no Estado pelos agricultores familiares, responsáveis por mais de 90% do total da produção. A mandiocultura emprega hoje cerca de 220 mil pessoas na Bahia.
Um dos maiores especialistas na cultura da mandioca e grande conhecedor dos benefícios da adição da fécula da mandioca na massa do pão, o pesquisador da Embrapa Joselito Motta, um dos defensores da lei do pão baiano, foi um dos homenageados durante o congresso, recebendo uma placa que ressalta as contribuições dadas por ele para o desenvolvimento da mandiocultura não só na Bahia, mas em todo o País.
Fonte:
Ascom Seagri
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