Ufba vai monitorar qualidade das ostras

16/01/2012

 

Ufba vai monitorar qualidade das ostras
 
Projeto vai beneficiar produtores de dois municípios. Expectativa é o aumento na aceitação do molusco
 
 
 
 
No verão, ostras sao presença certa nos cardápios de bares e restaurantes, mas não é sempre que o consumidor consegue informações sobre a procedência da iguaria. Para certificar a qualidade das ostras produzidas na Bahia, o Laboratório de Extensão  e Tecnologia de Carnes e Derivados da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da Ufba vai realizar, mensalmente, o monitoramento bacteriológico, avaliando os moluscos e as águas das áreas de cultivo. 
 
A participação da Ufba foi definida por meio de um convênio de cooperação técnico científica firmado este mês com a estatal Bahia Pesca. O acordo vai viabilizar ações do projeto Avaliação da qualidade higiênico sanitario de ostras cultivadas e capturadas no litoral da Baia de Todos os Santos e baixo sul. A iniciativa vai beneficiar produtores de ostras dos município de Itaparica (Santiago do Iguape,Cachoeira e Ponta Grossa) e Taperoá (Jaguaribe e Graciosa).
 
Segundo Eduardo Rodrigues, assessor de projetos institucionais da Bahia Pesca, a maioria das ostras consumidas no território baiano vem de Santa Catarina, que responde por cerca de 95% da produção nacional. Enquanto os produtores catarinenses comercializam cerca de 13 toneladas anuais, na Bahia a média é de 1.5 tonelada de ostras oriundas do baixo sul. Recôncavo baiano e capital.
 
Expectativa
 
Com o apoio da Ufba, Rodrigues espera aumentar a aceitação da ostra produzida na Bahia, o que abrirá novas possibilidades de negócios para os produtores locais. "Temos vários mercados aqui que nao compram a nossa ostra porque preferem comprar de fora", afirma.
 
O coordenador do laboratório da Ufba, Maurício Costa, destaca a importância da análise microbiológica das ostras, principalmente pela particularidade de serem consumidas cruas. "Se ela estiver contaminada com alguma bactéria patogênica, pode criar um problema de saúde pública. Nesse projeto, vamos pesquisar várias bactérias e vamos fazer não só a análise das ostras, como também da água em que são cultivadas e o impacto ambiental disso". detalha.
 
Apesar da dificuldade em comercializar os produtos em grandes mercados da capital e litoral devido á concorrência com as ostras do Sul,o produtor Domingos Félix do projeto de Graciosa, em Taperoá. diz que a situação vem melhorando aos poucos,com uma produção de mais de 12 mil dúzias de ostra, Félix ex¬plica que. durante o verão, a média de vendas é de 200 dúzias por semana. "Mas depois do Carnaval a gente vende umas dez dúzias por mês,quando não vende nada"
 
Copa 2014 deve impulsionar aumento na procura
 
Por causa do longo ciclo de produção das ostras, que pode levar entre 18 e 24 meses, os produtores baianos já se preparam para abastecer o mercado local durante a Copa do Mundo de 2014 O aumento de turistas no Estado em função do evento está estimulando o crescimento da produção e a busca por novos mercados.
 
Dentre os que esperam ganhar mais espaço no mercado consumidor está o produtor Domingos Félix do projeto de Graciosa, em Taperoá. uma das principais áreas de cultivo de ostras na Bahia, lá são 20 mil dúzias de ostras sendo cultivadas para estar prontas em 2014. para atender á demanda. "Estamos trabalhando para isso porque na Copa todo mundo vai vender muito, Vamos ter bastante produto para o mercado", ressalta Félix.
 
Evolução
 
Ele revela que ainda não conseguiu mercado suficiente para as ostras que produz com outros três parceiros, mas garante que o auxilio técnico e o trabalho de divulgação têm contribuído para estimular a produção e a busca por novos compradores. "A ostra da Bahia estava muito desacreditada mas com o trabalho, todo ano vem melhorando um pouco mais", afirma o produtor.
 
Nos últimos anos a ostra conquistou novos públicos e Isso tem refletido diretamente no preço. Há dez anos segundo Félix, uma dúzia de ostras era vendida por cerca de R$ 0,50, Hoje, o preço de 12 unidadesvaria entre R$ 6 e R$ 8, valor que deve sofrer aumento significativo com o aumento de turistas na Bahia durante a Copa de 2014,de acordo com Félix.
 
Conhecer a procedência das ostras vendidas em bares, restaurantes ou na praia é muito mais que uni a questão de higiene. Segundo a nutricionista Uva leite, apesar dos benefícios que o alimento traz à saúde, se consumida morta ou de lugares contaminados a  ostra pode provocar varias doenças "A ostra é considerada o filtro do mar, porque ela filtra tudo. inclusive coliformes fecais e até mesmo o mercúrio, que é um mineral tóxico às células nervosas, Por isso, ela pode causar doenças como cólera, hepatite A, salmonelose dentre outras, principalmente se consumida morta ou fechada". explica.
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