Commodities Agrícolas

19/01/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
Greening no Texas A confirmação de um caso de greening nas pomares de laranja do Texas, terceiro maior produtor da fruta dos EUA, motivou a alta da commodity em Nova York. Os contratos futuros com vencimento em maio fecharam a US$ 1,8135 por libra-peso, alta de 350 pontos, a maior em uma semana. Conforme analistas consultados pela Bloomberg, o mercado reagiu à notícia de que a doença, causada por uma bactéria, poderia reduzir a produção de laranja nos Estados Unidos num momento em que o país retarda as importações de suco de laranja para realizar testes para a presença de um fungicida, detectado semana passada em suco importado do Brasil. Em São Paulo, o citricultor recebeu R$ 8,53 pela caixa (40,8 quilos) de laranja pera, alta de 3,27%, segundo o Cepea.
 
Ano Novo Lunar Depois de altas consideradas exageradas pelo mercado, os futuros de algodão recuaram ontem na bolsa de Nova York, também diante da previsão de uma interrupção temporária das compras por parte da China nos próximos dias. Os papéis para maio fecharam a 97,30 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 41 pontos. Operadores ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que o movimento de baixa foi, em grande parte, uma antecipação do Ano Novo Lunar, quando a China, o maior importador mundial da fibra, dá uma pausa durante uma semana (iniciada em 23 de janeiro). Nesse período, geralmente o comércio de algodão arrefece. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou em alta de 0,24% a R$ 1,7402 a libra-peso.
 
Chuvas na Argentina A ocorrência de chuvas na Argentina e, portanto, a perspectiva de melhora na condição das lavouras de milho derrubaram as cotações do grão ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para maio encerraram o dia a US$ 6,0025 o bushel, em queda de 10,50 centavos. Especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires explicaram que a maior parte das perdas nas lavouras argentinas já está precificada no mercado e que a preocupação sobre os danos do calor agora está mais voltada para a soja. Fundos especulativos realizaram ontem forte venda de papéis, de cerca de 13 mil contratos. Muitos traders esperam que o mercado fique em baixa até o começo da primavera, quando o plantio dessa estação vira o foco. O indicador Esalq/BM&F para o milho fechou a R$ 31,19 a saca, em queda de 0,38% a.
 
Oferta maior As especulações sobre uma grande oferta global de trigo pressionaram os futuros do cereal, que atingiram a mínima em um mês. Em Chicago, os contratos com entrega para maio encerraram a quarta-feira cotados a US$ 6,1450 por bushel, desvalorização de 13,50 centavos de dólar. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento fecharam a US$ 6,625 por bushel, retração de 19,5 centavos de dólar. De acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg, as produções do cereal na Austrália e nos EUA devem crescer, enquanto as recentes chuvas na América do Sul reduziram as preocupações com a estiagem que afeta a região. No Paraná, o preço médio do trigo ficou em R$ 438,92 por tonelada, alta de 0,54%, segundo o Cepea/Esalq.
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