Chuvas agravam precariedade das estradas estaduais e ameaçam escoamento da safra do Oeste da Bahia

25/01/2012
Chuvas agravam precariedade das estradas estaduais e ameaçam escoamento da safra do Oeste da Bahia
 
 
 
 
Os recordes de produção que fizeram do Oeste da Bahia a maior fronteira agrícola do Brasil e despertaram o interesse do mundo para esta região são, agora, uma ameaça para a sua própria viabilidade. Isto porque a precariedade da estrutura logística regional atravanca a produção crescente, comprometendo o escoamento da safra. Esta situação aumenta os custos para o produtor e tira sua competitividade, em um mercado de commodities, onde cada real economizado na produção tem grande peso na remuneração do agricultor. 
 
O Oeste deve colher, na safra 2011/12, sete milhões de toneladas de grãos, segundo a estimativa do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Dentre as principais culturas estão a soja, o milho e o algodão. O transporte rodoviário, praticamente o único modal de escoamento dos grãos, é comprometido pelas péssimas condições das rodovias estaduais. Não bastasse a falta de manutenção da grande malha viária vicinal, as chuvas sazonais prejudicaram ainda mais o pouco asfalto remanescente, e tornam intrafegáveis muitos dos trechos. 
 
Ameaçados pelo problema, os agricultores, representados pela Aiba, propõem a instituição de uma Parceria Público Privada (PPP) para a recuperação e manutenção das rodovias. A entidade formalizou o pleito no início do ano, com cartas protocoladas em audiência com o secretário de Infraestrutura do Estado da Bahia, Otto Alencar, e ao Departamento de Infraestrutura e Transportes da Bahia, Derba.
 
De acordo com o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, a proposta é uma ação emergencial para minimizar os problemas no escoamento da safra atual. Pela proposta, o Derba participa com as máquinas e equipamentos, e os produtores entram com o transporte do cascalho e assistência nas frentes de trabalho.
 
“Trata-se de uma solução paliativa para não inviabilizar esta safra. Em médio prazo, esperamos a pavimentação de alguns trechos estratégicos para o que contratamos projetos executivos no âmbito do Programa de Rodovias Estaduais do Oeste Baiano, para uma parceria entre Aiba, Governo da Bahia e Banco do Nordeste”, diz Pitt. 
 
Intransitável
 
A situação é crítica em muitos trechos, segundo o vice-presidente da Aiba. Ele lista como principais: 
- BA 458 – que liga a BA 459 (Anel da Soja) à região da Garganta, até o Km 135 (Panambí);
- BA 461 – que escoa toda a produção da região de Bela Vista, fazendo a interligação entre a BA 460 e a BR 242, trecho que totaliza 56 quilômetros, sem pavimentação;
- BA 462 – que escoa a produção das Regiões de Novo Paraná e Alto Horizonte, fazendo a interligação entre a BR 020 e a BR 242 – com 58 quilômetros de extensão, sem pavimentação;
- BR 242 – via fundamental para escoamento da produção agrícola do município de Luis Eduardo Magalhães, no trecho entre a interseção com a BA 460 até a divisa com o estado do Tocantins, equivalente a 49 quilômetros sem pavimentação;
- Estrada Timbaúba, braço da BR 020 no sentido da Serra, em 45 quilômetros;
- Estrada da Soja, braço da BR 020, sentido da Serra, em 33 quilômetros. 
- Anel da Soja (BAs 458, 459 e 460), vias pavimentadas, com extensão de 200 quilômetros, em péssimo estado de conservação.
- Trecho da BR 135 (Barreiras até São Desidério) e BA 463 (São Desidério até Roda Velha, entroncamento com a BR 020).
 “Há estradas intransitáveis. Várias delas são BAs sem pavimentação, de chão batido, que se acabaram com as chuvas. Isso é inconcebível em uma região pujante como o cerrado da Bahia”, diz Pitt. Ele complementa, ainda, informando que a manutenção de boa parte da BA 458, que liga a BA 459 (Anel da Soja) à região da Garganta, até o Km 135 (Panambí), está sendo executada com máquinas fornecidas pelo Estado do Tocantins, abrindo corredores estratégicos para o escoamento da produção para aquele estado. 
 
Rodoagro
 
Em médio prazo, a Aiba espera incrementar a logística regional através de uma PPP entre Governo do Estado, produtores, prefeituras locais e Banco do Nordeste, para a construção e pavimentação de uma rodovia estratégica, batizada de Rodoagro. Esta estrada terá um percurso aproximado de 222 quilômetros, e interligará os municípios de Luís Eduardo Magalhães e Formosa do Rio Preto, ligando a BA - 459 (Anel da Soja) à BA - 225 (Coaceral), passando pela região Oeste dos municípios de Barreiras e Riachão das Neves. O trecho foi dividido em três lotes pela empresa ATP Engenharia Ltda, contratada pela AIBA. O projeto executivo será concluído ainda no mês de fevereiro próximo.
 
Fonte:
Imprensa Aiba
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
Contatos.: (71) 8881-8064/ 3379-1777
(77) 8802-0684
Tags
Chuva ameaça safra Bahia
Galeria: