Commodities Agrícolas

01/02/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Sem direção
 
Os preços futuros do café voltaram a cair ontem. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em maio fecharam o pregão cotados a US$ 2,18 por libra-peso, em baixa de 145 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a commodity oscila dentro de uma faixa de preço, sem tendência clara, enquanto o mercado aguarda por notícias. "O [preço do] café pode subir e romper esse intervalo, mas não vai conseguir se não tiver novidades em relação aos fundamentos", afirma Hector Galvan, da RJ O'Brien. De acordo com a Organização Internacional do Café, as exportações globais da commodity caíram 0,7% em dezembro, para 9,14 milhões de sacas. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq caiu 0,45%, para R$ 469,04 por saca de 60 quilos.
 
Calmaria 
 
Em um dia de poucos negócios, com a ausência de novas notícias sobre a retenção de cargas de suco de laranja, o mercado da commodity operou com mais calma em Nova York. Os papéis com entrega para maio encerram o pregão cotados a US$ 2,0230 por libra-peso, valorização de 115 pontos. "Nós estamos operando dentro do intervalo da sessão anterior", disse Boyd Cruel, da Vision Financial, à Bloomberg. Segundo ele, o "mercado já absorveu todas as notícias altistas, e com essa ausência de novidades, não há nada para negociar", acrescentou. O analista disse ainda que o mercado de suco deve andar de lado até que haja uma nova correção. No mercado doméstico, o preço da laranja pera recebido pelo produtor paulista subiu 1,63%, a R$ 8,11 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea.
 
Oferta em queda 
 
A redução da produção na América do Sul por causa da seca provocada pelo fenômeno La Niña e a expectativa de aumento da demanda em geral - e pelo grão americano em particular - motivou nova alta da soja ontem em Chicago, segundo a agência Reuters. Os contratos para maio encerraram a sessão negociados a US$ 12,0850 por bushel, ganho de 13,25 centavos de dólar. A mesma conjunção positiva colaborou para que o preço médio dos contratos futuros de segunda posição de entrega da oleaginosa encerrassem janeiro com alta de 4,93% em relação à média de dezembro (ver página B14). Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos saiu entre R$ 40,50 (ofertas de compra) e R$ 43 (pedidos de venda), segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Seca nos EUA 
 
As especulações de que a persistente seca nas grandes planícies americanas deve afetar a produção de trigo no país motivou a maior alta do cereal em cinco semanas. Em Chicago, os futuros com entrega para maio encerraram o dia cotados a US$ 6,8025 por bushel, valorização de 21,50 centavos de dólar. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento fecharam o pregão cotados a US$ 7,2375 por bushel, alta de 17,50 centavos de dólar. "Eu fiquei um pouco surpreso com as condições de Kansas, mas, de fato, janeiro foi bastante seco", afirmou Tom Leffler, da Leffler Commodities, à Bloomberg. No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 440,18 por tonelada, desvalorização de 0,49%, conforme o Cepea/Esaql.
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