16/02/2012
Commodities Agrícolas
Safra brasileira Os contratos futuros do café arábica negociados na bolsa de Nova York voltaram a recuar ontem. Os papéis com vencimento em março caíram 360 pontos e fecharam a US$ 2,0255 por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, não existem fundamentos capazes de sustentar os preços do produto neste momento. O mercado segue à espera da próxima safra brasileira, que começa a ser colhida em junho. Apesar de ainda faltarem alguns meses para o início dos trabalhos, as indicações são de que a produção na temporada 2012/13 será boa. Consultorias privadas trabalham com uma previsão de 55 milhões de sacas. O indicador Cepea/Esalq encerrou o dia a R$ 427,51por saca de 60 quilos, queda de 5,18%. No mês, a variação é negativa em 8,85%.
Correção técnica Os futuros de suco de laranja voltaram a subir na quarta-feira. Depois de caírem por sete pregões consecutivos em Nova York, os contratos com vencimento em maio encerraram o dia a US$ 1,7900 por libra-peso, valorização de 180 pontos. Após atingirem patamares recordes em janeiro com a retenção de cargas de suco importado, a revelação de que o FDA, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA, não proibiria as importações do produto provocou uma baixa de 19% nos preços do suco até a última terça-feira. Conforme analistas consultados pela Bloomberg, o mercado agora corrige os preços do suco. "Tecnicamente, o mercado estava excessivamente vendido", afirmou Boyd Cruel, da Vison Financial. Em São Paulo, o preço da laranja pera in natura subiu 2,12%, a R$ 7,71 a caixa, segundo o Cepea.
Clima na América do Sul Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago fecharam em alta ontem e atingiram o valor máximo em quatro meses. O contrato para maio subiu 6,25 centavos de dólar para US$ 12,6875 o bushel. Segundo análise da Bloomberg, o aumento foi resultado de especulação sobre a demanda americana para exportação, que deve subir fortemente, e principalmente sobre o clima seco que ameaça a cultura na América do Sul. A estiagem deve permanecer até o próximo dia 19 nas principais regiões produtoras de soja do Brasil. Ontem, a consultoria alemã Oil World cortou a previsão para a safra sul-americana e informou que a importação chinesa nos últimos cinco meses podem atingir um recorde, o que ajudou a sustentar o mercado. O indicador Cepea/Esalq subiu 1,12% a R$ 47,69 a saca.
Falta de notícias Nem a alta da soja foi suficiente para evitar a queda do milho, que foi afetado por um movimento técnico de vendas ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio encerraram o pregão a US$ 6,31 por bushel, em desvalorização de 7 centavos de dólar. Especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires explicaram que o mercado sentiu ontem a falta de notícias positivas, sobretudo vindas do lado da demanda, para justificar um novo movimento de alta das cotações. A questão, segundo os mesmos analistas, é que esses fatores de valorização podem não chegar até o início do plantio de primavera. No mercado interno, o dia também foi de retração. O indicador Cepea/Esalq recuou 0,71%, a R$ 27,93 a saca de 60 quilos. No mês, a queda é de 8,52%.