Commodities Agrícolas

24/02/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
 
Oferta no curto prazo Os contratos futuros de açúcar encerraram o pregão de ontem na bolsa de Nova York em alta diante das especulações de que pode haver aperto na oferta da commodity no curto prazo. Os lotes para maio fecharam o dia em 24,86 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 15 pontos. Um executivo de uma das maiores tradings de açúcar disse à agência Dow Jones Newswires que a oferta disponível está 20% menor, comparando com o mesmo momento de 2011, em sinal de que os efeitos da menor colheita de cana no Brasil no ano passado ainda estão sendo sentidos. Ainda ontem, a Bloomberg noticiou que o prêmio para o contrato de março de açúcar, em Nova York, subiu 14% em relação ao contrato de maio. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal fechou em queda de 0,29% a R$ 58,23, por saca.
 
Recuperação em NY Os contratos futuros do café arábica recuperaram-se das perdas de quarta-feira e encerraram em leve alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para maio subiram 20 pontos e fecharam o pregão a US$ 2,0205 a libra-peso. "Especuladores de curto-prazo estão tentando puxar para cima o mercado, de olho na volatilidade", disse Hernando de la Roche, da INTL Hencorp, em entrevista à Dow Jones Newswires. Mas analistas dizem que o mercado continua pressionado com a perspectiva de uma safra brasileira maior e o arrefecimento do consumo, com o término do inverno no hemisfério Norte. Consultorias trabalham com uma estimativa de colheita de 55 milhões de sacas. O indicador Cepea/Esalq subiu 1,32% nesta quinta-feira para R$ 418,49 a saca.
 
Menor déficit global Os futuros do cacau negociados na bolsa de Nova York fecharam o pregão de ontem em queda. Os contratos para maio recuaram US$ 94 a US$ 2.344, por tonelada. Segundo a Bloomberg, as preocupações com o abastecimento diminuíram após a Armajaro Trading Group Ltd. reduzir sua estimativa de déficit global em 50%. A empresa acredita que a demanda vai ultrapassar a oferta em 50 mil toneladas nos 12 meses encerrados em 30 de setembro, abaixo de uma estimativa anterior de 100 mil toneladas. Enquanto isso, as plantações nos dois maiores produtores mundiais, Costa do Marfim e Gana, têm sido muito afetadas pelo clima. No mercado de Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da amêndoa foi de R$ 66,33 a arroba de 15 quilos, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Intervalo de preços O instável mercado de suco de laranja continua oscilando dentro de sua faixa de preço recente, entre US$ 1,80 por libra-peso e US$ 1,95 por libra-peso. Ontem, os futuros da commodity com entrega para maio encerraram o pregão em Nova York com alta de 500 pontos, cotados a US$ 1,8380 por libra-peso, o maior valor desde 9 de fevereiro. Com a alta, o suco de laranja recuperou-se de uma mínima em seis semanas. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que o mercado teve um "salto técnico", após testar e encontrar suporte na casa de US$ 1,80 por libra-peso. No curto prazo, prevê James Cordier, da Liberty Trading, o suco de laranja deve superar US$ 1,90 por libra-peso. Em São Paulo, o preço médio da laranja pera in natura subiu 2,56%, a R$ 8,42 a caixa (40,8 quilos), conforme o Cepea/Esalq.
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