28/02/2012
Commodities Agrícolas
Teto em cinco meses Os preços da soja voltaram a subir ontem na bolsa de Chicago e alcançaram seu maior patamar em cinco meses, informou a agência Dow Jones Newswires. A valorização foi motivada pela boa demanda pelo grão produzido nos Estados Unidos e por novas revisões para baixo em estimativas para a colheita no Brasil, em virtude dos reflexos da estiagem provocado pelo fenômeno La Niña em regiões produtoras da região Sul. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão a US$ 13,0250 por bushel, ganho de 15,75 em relação ao pregão de sexta-feira. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos da soja foi negociada, em média, por R$ 42,43, de acordo com levantamento realizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba)
De carona com a soja A valorização da soja e um movimento de cobertura de posições garantiram a valorização dos contratos futuros do trigo ontem nas principais bolsas americanas, informou a agência Dow Jones Newswires. Em Chicago, os papéis para maio subiram 11,50 centavos de dólar por bushel e fecharam a US$ 6,5275; em Kansas, onde se negocia um cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou a US$ 6,9350 por bushel, ganho de 5,25 centavos de dólar. No que tange aos fundamentos de oferta e demanda do próprio mercado global de trigo, a oferta abundante ainda é um fator de pressão baixista. No Paraná, a saca de 60 quilos do trigo foi negociada, em média, por R$ 23,45, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Laranja estável Os preços recebidos pelos citricultores paulistas pela caixa de 40,8 quilos de laranja destinada às indústrias de suco permaneceu, em média, a R$ 10,50 no Estado na segunda semana de fevereiro, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado. Não houve variação em relação à média da semana anterior. Na comparação com a segunda semana de janeiro, houve valorização de 2,53%, sustentada por câmbio e entressafra. A caixa da laranja de mesa saiu, em média, por R$ 10,62 no período. Na bolsa de Nova York, movimentos técnicos levaram os papéis do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) a cair 285 pontos ontem, para US$ 1,8115 por libra-peso, segundo a Dow Jones Newswires.
Nova queda em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de fevereiro com variação negativa de 1,82%. Foi a terceira queda seguida do indicador, novamente determinada pelo resultado do grupo formado por seis produtos de origem animal. Neste, houve baixa de 4,03% na média ponderada. No grupo de 14 produtos vegetais, houve alta média de 1%. Entre todos os itens pesquisados, os que mais caíram foram tomate para mesa (42,63%), em razão dos problemas à oferta provocados por chuvas e calor, e carne de frango (10,49%), carne suína (7,9%) e ovos (5,87%), ainda influenciados pela queda da demanda neste primeiro bimestre.