01/03/2012
Commodities Agrícolas
Mais oferta de grãos Os contratos futuros do café caíram ontem pela primeira vez em cinco pregões, diante das especulações de que a oferta do grão no mercado global será ampla o suficiente para garantir a demanda, graças ao bom desempenho da safra do Brasil, o maior produtor do mundo. Na bolsa de Nova York, os papéis com entrega para maio encerraram o dia US$ 2,0325 por libra-peso, com queda de 300 pontos. A estimativa de produção oscila entre 52 milhões e 55 milhões de sacas, segundo Márcio Bernardo, analista da Newedge Group, de Nova York. "O mercado está com tendência baixista devido à safra brasileira", disse à Bloomberg. No mercado interno, o dia também foi de recuo com o indicador Cepea/Esalq para o arábica, em queda de 1,05% a R$ 413,60, a saca de 60 quilos.
À espera do USDA Em mais uma sessão marcada por movimentos técnicos, o suco de laranja fechou em alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam a US$ 1,8575 a libra-peso, valorização de 180 pontos. "Basicamente, foi somente um dia de pequeno volume de negócios e consolidação", disse à agência Dow Jones Newswires Boyd Cruel, da Vision Financial. Ele espera que os futuros sejam movidos por uma série de altos e baixos até o próximo relatório sobre a produção de laranja da Flórida do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sairá no dia 9. No mercado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja pera in natura subiu 28,37%, para R$ 11,72, impulsionada pela entressafra, segundo levantamento do Cepea/Esalq. No mês, há alta acumulada de 44,51%.
Dólar forte O dólar mais forte ajudou a pressionar para baixo os futuros de algodão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio encerraram o dia a 90,44 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 180 pontos. Especialistas ouvidos pela Bloomberg avaliaram que os fundamentos para a pluma também influenciaram o movimento de ontem. Citando uma trading de Mumbai, a agência informa que os embarques de algodão da Índia, segundo maior produtor mundial, estão lentos com a crise de débito na Europa dificultando a recuperação da economia global. Além disso, de acordo com a Bloomberg, a economia indiana no quarto trimestre desceu ao nível mais baixo em dois anos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou a R$ 1,6289, queda de 1,53%.
Demanda robusta Os futuros de soja fecharam ontem em alta na bolsa de Chicago diante de uma demanda forte por exportações dos Estados Unidos e da retenção de vendas por parte dos produtores. Os contratos para maio encerraram o pregão a US$ 13,20 o bushel, em alta de 7,50 centavos de dólar. Especialistas disseram à agência Dow Jones Newswires que apesar de alguns agentes acreditarem que pode haver uma correção devido à alta que perdura há cinco meses no grão, ainda há um movimento de compra em curso. Analistas ouvidos pela Bloomberg disseram que o resultado de ontem também se deveu a um aumento da demanda por parte da China, o maior importador mundial. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o Paraná fechou em alta de 0,93% a R$ 48,60 a saca.