Commodities Agrícolas

05/03/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
Dólar mais forte Os contratos futuros de café negociados na bolsa de Nova York voltaram a recuar na sexta-feira, sob pressão de um dólar mais forte. Os papéis com vencimento em maio recuaram 230 pontos e encerraram o pregão a US$ 2,0180 a libra-peso. A queda também foi creditada a um pequeno número de vendas especulativas e à postura defensiva dos torrefadores, que aguardavam o recuo dos preços para efetuar suas compras, conforme análise de Marcio Bernardo, da Newedge, em declaração à Dow Jones Newswires. "Não há muitas notícias do lado dos fundamentos, e somos vulneráveis a qualquer informação do cenário macroeconômico ", afirmou. No mercado físico, o indicador Cepea/Esalq registrou queda de 1,20%, a R$ 412,59 a saca de 60 quilos.
 
Poucas compras O dólar mais forte e as preocupações com a demanda chinesa por algodão pressionaram os preços futuros da commodity, que atingiram a mínima em dez semanas na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, os contratos para maio fecharam o pregão a 88,23 centavos de dólar por libra-peso, queda de 144 pontos, no menor valor desde 23 de dezembro. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, as têxteis deixaram de realizar compras à espera de preços ainda menores. Conforme o analista Sharon Johnson, da Penson Futures, as indústrias só vão efetuar novas compras quando tiverem a certeza de que a pluma alcançou seu limite de baixa. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou em R$ 1,6399 por libra-peso, valorização de 1% sobre a quinta-feira.
 
Movimentos técnicos Os futuros de suco de laranja subiram mais uma vez em Nova York, a despeito da valorização do dólar e da retração da maioria das soft commodities. Na sexta-feira, os papéis com entrega para maio encerraram o pregão a US$ 1,9035 por libra-peso, alta de 260 pontos, no maior rally em cinco semanas. À Dow Jones Newswires, James Codier, presidente da Liberty Trading, disse que o movimento da commodity foi baseado em análises gráficas. Segundo ele, os contratos com vencimento em maio têm mais espaço para subir. Nesse contexto, explicou Codier, os investidores devem testar uma cotação de US$ 2,00 por libra-peso "ao longo das próximas semanas". No mercado doméstico, o preço médio da laranja pera in natura recebido pelo citricultor paulista ficou estável, a R$ 11,72 a caixa, conforme o Cepea.
 
Maior exportação A expectativa de uma safra menor na América do Sul e de uma maior demanda por exportações dos Estados Unidos contribuíram para a alta dos contratos futuros da soja na bolsa de Chicago na sexta-feira. Foi o décimo pregão consecutivo de alta. Os papéis para maio subiram 10,50 centavos de dólar e encerraram a US$ 13,33 por bushel. O USDA relatou novas vendas de soja para as safras 2011/12 e 2012/13 e reforçou a perspectiva de um maior volume de embarques. "Dia após dia, os sucessivos anúncios de exportação solidificaram a ideia de que as previsões oficiais do governo podem estar subestimando a demanda externa por soja", disse à Dow Jones Newswires Terry Reilly, analista do Citigroup. O indicador Cepea/Esalq registrou alta de 0,97%, a R$ 52,00 a saca.
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