13/03/2012
Commodities Agrícolas
Piso em 17 meses As cotações do café recuaram ao menor nível em 17 meses ontem em Nova York, pressionados pelos sinais de aceleração das vendas por parte dos exportadores do Brasil antes da próxima colheita, que começará entre maio e junho e tende a ser recorde. Os papéis para maio recuaram 135 pontos e fecharam a US$ 1,8485 a libra-peso. Segundo a Bloomberg, o banco holandês Rabobank estima a produção brasileira no ciclo 2012/13 em 57 milhões de sacas. A maior parte das previsões gira em torno de 55 milhões. "Se você tem vendedores que querem desovar estoques e compradores que procuram preços mais baixos em uma grande safra, você terá queda nos preços", disse Keith Flury, analista do Rabobank. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos posta na capital de São Paulo caiu 0,82%, para R$ 383,17.
Efeito dólar Em um dia marcado pela ausência de novidades no lado dos fundamentos, o dólar guiou os preços do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio, que chegaram a cair para US$ 1,8310 por libra-peso com a forte valorização do dólar durante boa parte do dia, recuperaram-se com a reviravolta da moeda americana e fecharam a US$ 1,8571 por libra-peso, desvalorização de 310 pontos. "Não tivemos novidades. Estamos chegando a um período onde os coisas tendem a ficar mais lentas", disse Boyd Cruel, da Vision Financial, à Dow Jones Newswires, que acredita que os preços da commodity oscilarão entre US$ 1,74 e US$ 1,96 por libra-peso nos próximos meses. Em São Paulo, o preço médio da laranja pera ficou estável em R$ 13,00 a caixa de 40,8 quilos, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Oferta curta Os contratos futuros do milho negociados na bolsa de Chicago alcançaram o maior patamar em 12 semanas na sessão de ontem, impulsionados pelas preocupações que cercam a oferta a partir das perdas provocadas pela estiagem na América do Sul, sobretudo na Argentina. Os papéis para maio subiram 14,50 centavos de dólar, para US$ 6,5950 o bushel. Segundo a agência Bloomberg, diante da seca a Argentina vai atrasar a concessão de mais licenças de exportação até 19 de abril. Nos Estados Unidos, tradings exportadoras já estão pagando aos produtores prêmios superiores ao dobro da média dos últimos cinco anos em função da menor oferta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,03%, para R$ 29,56 a saca de 60 quilos.
Clima nos EUA A preocupação de que o clima adverso na região das Grandes Planícies afete a produção de trigo nos EUA motivou a alta da commodity ontem. Em Chicago, os contratos futuros com entrega em maio fecharam o pregão a US$ 6,5125 por bushel, ganho de 8,25 centavos de dólar. Já em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento fecharam a US$ 6,96 por bushel, alta de 12 centavos de dólar. "A umidade será um grande preocupação, se continuarmos a ver temperaturas mais quentes como neste início de ano, disse Tom Leffler, da Leffler Commodities, à Bloomberg. Em Kansas, a temperatura deve superar 27º C, conforme o Centro Regional de Clima das Grandes Planícies. No Brasil, o preço médio do trigo no Paraná subiu 0,68%, para R$ 461,69 a tonelada, conforme o Cepea.