Missão do Banco Mundial conhece fábrica de chocolate de Ibicaraí
A Cacau Bahia foi construída para fortalecer a agricultura familiar e a inclusão socioprodutiva do Território de Identidade Litoral Sul
Conhecer as estratégias do governo da Bahia para o fomento ao cacau de qualidade e agroindústria da cadeia produtiva, no âmbito da ação ‘Cacau para Sempre’, do programa Vida Melhor. Com esse objetivo, uma missão, formada por representantes do Banco Mundial (Bird), visitou, na última quinta-feira, as instalações da Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do país, no município de Ibicaraí.
A construção da fábrica foi idealizada pela Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional do Estado (Sedir) e teve como executora a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). O projeto é voltado ao fortalecimento da agricultura familiar e à inclusão socioprodutiva do Território de Identidade Litoral Sul.
A missão foi formada pelo gerente do Banco Mundial e especialista em desenvolvimento rural e agricultura, Edward Bresnyan, o coordenador da carteira brasileira do Banco Mundial, Boris Utria, a diretora de operações para a região da América Latina e Caribe, Elizabeth Adu, e o conselheiro Bruce Courtney.
Acompanhada do secretário, Wilson Brito, do diretor executivo da CAR, José Vivaldo de Mendonça Filho, do coordenador executivo do programa Vida Melhor da Casa Civil/BA, Fábio Freitas, e do assessor da Diretoria Executiva da CAR, Lanns Almeida, a comitiva conheceu os produtos, todo o processo de fabricação e degustou os chocolates produzidos no local.
Verticalização – Vivaldo informou que a CAR está desenvolvendo ações de recuperação da lavoura cacaueira e destacou a ação Cacau para Sempre, que tem lançamento previsto para o final deste mês. "Os agricultores familiares produzem grande quantidade de cacau com alto nível de qualidade. Vamos auxiliar o processo de verticalização da produção dessa cadeia."
Para Edward Bresnyan, a linha da fábrica engloba toda a visão do Bird. "É um pacote completo, pois envolve inclusão socioprodutiva, conservação ambiental e crescimento econômico."
Mais investimentos – A missão conheceu também o assentamento de Santana, onde a comunidade solicitou a recuperação das barcaças usadas para a secagem das amêndoas de cacau, tendo a garantia de que os recursos serão repassados.