23/03/2012
Commodities Agrícolas
Forte queda em NY
Os contratos futuros de café negociados em Nova York recuaram ontem ao menor patamar desde outubro de 2010, com os especuladores procurando um novo "piso" para o mercado, disseram traders ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os papéis com vencimento em julho fecharam em queda de 760 pontos, a US$ 1,7975 a libra-peso. Notícias negativas sobre China e Europa contribuíram para o recuo da commodity, segundo fontes do mercado. "Mas no contrato do café eu não vi nada que me levasse a antecipar esse tipo de queda", disse Marcio Bernardo, da Newedge. O mercado também continua pressionado por vendas de produtores e investidores, que se antecipam à safra recorde no Brasil. O indicador Cepea/Esalq caiu 4,4%, a R$ 370,42 a saca.
Troca de posições
Pressionados por liquidações de apostas altistas, os preços do suco de laranja congelado e concentrado recuaram em Nova York pelo quarto dia seguido. Os contratos com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 1,6220 a libra-peso, com desvalorização de 250 pontos. De acordo com especialistas ouvidos pela Bloomberg, especuladores voltaram a liquidar posições compradas e a aumentar sua posições de venda, que funcionam como uma aposta na queda das cotações. Os futuros da commodity já recuaram 11% nesta semana, com o mercado "se desfazendo" do prêmio de risco climático embutido nos preços em janeiro, por conta das geadas na Flórida. No mercado interno, o preço da laranja-pera ao produtor de São Paulo subiu 2,09%, a R$ 13,21 a caixa, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Demanda aquecida
O mercado reagiu positivamente aos últimos dados de exportação de algodão dos Estados Unidos, e o preço da pluma subiu pelo segundo dia consecutivo em Nova York. Os contratos futuros com vencimento em julho fecharam em alta de 115 pontos, cotados a 90,23 centavos de dólar por libra-peso. Segundo especialistas ouvidos pela agência Bloomberg, os números de embarques de algodão dos Estados Unidos - que totalizaram 326,834 mil toneladas na semana encerrada em 15 de março - servem de indicativo de que o governo vai conseguir cumprir sua meta de embarcar 12,1 milhões de toneladas no ciclo que se encerra em 31 de julho. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma registrou alta de 0,73%, a R$ 1,6035 a libra-peso. No mês, no entanto, acumula retração de 1,56%.
Vendas dos EUA
Os futuros de trigo fecharam ontem em alta nas bolsas americanas, puxados pelo aumento das vendas externas dos Estados Unidos. Em Chicago, os contratos para julho fecharam o dia a US$ 6,5550 o bushel, alta de 9,75 centavos de dólar. O mesmo vencimento em Kansas encerrou o pregão a US$ 6,92 o bushel, em valorização de 8,25 centavos. Os exportadores americanos venderam 541,309 mil toneladas na semana encerrada em 15 de março, alta de 55% em relação à semana anterior, segundo a Bloomberg com base em dados do USDA. Durante as últimas semanas, o cereal tinha se desvalorizado, sobretudo, por causa da ocorrência de clima favorável nas lavouras americanas. No Paraná, as cotações permaneceram, na média do Estado, estáveis em R$ 24,68 a saca, segundo o Deral/Seab.