Commodities Agrícolas

30/03/2012

Commodities Agrícolas

 

 

Pressão de oferta

As vendas de produtores e investidores em antecipação à safra recorde no Brasil derrubaram ontem o valor dos contratos futuros de café negociados na bolsa de Nova York. Os papéis para julho fecharam em queda de 555 pontos, a US$ 1,7915 a libra-peso. Analistas ouvidos pela Bloomberg disseram que os fundos de hedge aumentaram as apostas contra a commodity. James Cordier, gerente de carteira da Option Sellers, disse que haverá uma avalanche de café arábica chegando ao mercado nos próximos 30 a 60 dias. Ele acrescentou que a perspectiva para os preços é "extremamente pessimista", com os agentes do mercado apostando no recuo das cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq caiu 1,90%, a R$ 371,96 a saca.

Tensão pré-USDA

Os futuros de soja recuaram ontem na bolsa de Chicago, novamente pressionados pela cautela que dominou investidores antes da divulgação do relatório de plantio de grãos do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) que sai na manhã de hoje. Os contratos para julho fecharam a US$ 13,6125 o bushel, baixa 11,75 centavos de dólar. Analistas disseram à Dow Jones Newswires que esperam que o relatório do USDA aponte um área cultivada com soja no país em 2012/13 maior do que se esperava inicialmente, devido aos preços mais atrativos. "Assim, os participantes do mercado encerraram suas apostas antes da divulgação do relatório do USDA", afirmou um trader. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná subiu 0,37%, para R$ 54,05.

Piso em dois meses

Pressionados por um movimento de ajustes de posições, os futuros de milho atingiram o menor valor em dois meses na bolsa de Chicago, na maior variação negativa desde novembro. Os contratos com entrega para julho encerraram o pregão de quinta-feira a US$ 6,0375 por bushel, retração de 15,75 centavos de dólar. À Dow Jones Newswires, analistas disseram que a expectativa quanto aos relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre estoques de grãos e área plantada no país na temporada 2012/13 motivaram os ajustes. Espera-se que a área seja a maior desde 1944. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho avançou 0,96%, para R$ 27,43 a saca de 60 quilos. No mês, o indicador acumula queda de 4,62%.

Recuperação em SP

O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, fechou a terceira quadrissemana de março com alta de 0,21%, interrompendo uma série de seis quedas consecutivas. O grupo formado por seis produtos de origem animal apresentou variação positiva de 4,78%, determinada pelas altas da carne de frango (16,58%), cujos preços se recuperam num cenário de demanda firme, e dos ovos (13,86%). Trata-se da terceira alta quadrissemanal seguida dos produtos de origem animal. O grupo formado por 14 produtos de origem vegetal recuou 1,5% na terceira quadrissemana de março, a quarta queda consecutiva, influenciada pela retração dos preços da batata (22,76%).

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