Commodities Agrícolas

16/04/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
Efeito China 
 
Os preços do açúcar tipo demerara caíram na sexta-feira para o nível mais baixo em três meses no mercado futuro de Nova York. Os contratos para entrega em julho terminaram o pregão cotados a 22,81 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 71 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o açúcar e outras commodities reagiram negativamente aos dados que confirmaram a desaceleração da economia da China. Além disso, o trading Czarnikow Group estimou que as exportações de açúcar da Índia, segundo maior exportador da matéria-prima, devem superar as 2,5 milhões de toneladas nesta temporada, pelo segundo ano seguido. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal registrou queda de 1,72%, para R$ 57,26 por saca.
 
Riscos externos 
 
O café fechou a semana solapado pelos reflexos do cenário macroeconômico. Na sexta-feira, o anúncio de que o PIB da China ficou abaixo do esperado pelo mercado (8,12%, enquanto se previa 8,5%) ajudou a derrubar em 405 pontos os contratos com entrega para setembro (de segunda posição e normalmente de maior liquidez), que fecharam a US$ 1,8020 por libra-peso. "A queda do café não está lastreada nos fundamentos, que apontam para um delicado equilíbrio entre produção e consumo mundial", explica Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. Nem a divulgação de uma safra colombiana 27% menor nos 12 meses encerrados em março fez as cotações ganharem força. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 379,92 a saca de arábica, avanço de 0,26%.
 
Pessimismo 
 
Apesar dos fundamentos altistas, as preocupações com a recuperação da economia global derrubaram os preços da soja em Chicago na sexta-feira. Em meio a queda das principais bolsas da Europa e ao fortalecimento do dólar, os contratos futuros de soja com entrega para julho caíram 3,75 centavos de dólar, a US$ 14,4075 o bushel. Na avaliação de Priscila Pereira, analista da XP Investimentos, houve realização de lucros por parte dos fundos, o que é comum às sextas-feiras. Entretanto, os fundamentos são altistas para a soja. "Apesar de o PIB da China ter vindo abaixo do esperado, a demanda do país asiático segue aquecida, em um cenário de estoques ajustados", disse. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa para a oleaginosa em Paranaguá subiu 0,35%, a R$ 59,98 a saca (60 quilos).
 
Aversão ao risco 
 
Em um dia de pessimismo no mercado financeiro marcado pelos temores com a recuperação da economia global, os investidores reduziram o apetite por commodities, derrubando o preços do milho. Em Chicago, os contratos futuros com entrega para julho encerraram o pregão a US$ 6,2075 por bushel, queda de 8,25 centavos de dólar. Os preços do milho também sofreram pressão das condições climáticas favoráveis. "Existia a expectativa de que os EUA entrassem num período crítico de frio, mas as previsões apontam agora para um tempo mais ameno, o que favorecerá o plantio da cultura, que já alcança 7% da área, e pressionará os preços no curto prazo", afirmou Priscila Pereira, da XP Investimentos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o milho recuou 0,38%%, a R$ 26,26 a saca.
Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: