24/04/2012
Commodities Agrícolas
Aposta na queda
O temor de que a desaceleração na economia global reduza a demanda por commodities, aliado ao dólar valorizado, derrubaram o preço do cacau ontem. Em Nova York, os papéis para julho (de segunda posição e normalmente de maior liquidez) encerraram a US$ 2.204 por tonelada, com perdas de US$ 65. Os gestores dos fundos de investimentos aumentaram a aposta na queda de preços. Segundo a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), a posição líquida de venda dobrou na semana encerrada na terça-feira, para 42,781 mil contratos, ante 23,665 mil da semana anterior. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus-Itabuna (BA) ficou a R$ 70, segundo o Central Nacional de Produtores de Cacau.
Oferta preocupa
Os preços do algodão subiram ontem pelo quinto dia seguido em Nova York. Os futuros de algodão com vencimento em julho (de segunda posição e maior liquidez) fecharam com ganhos de 147 pontos em Nova York, a 92,48 centavos de dólar por libra-peso. Durante o pregão, os papéis atingiram o maior preço desde 3 de abril de 2011. A oferta global da fibra inspira preocupação. "Problemas com a estiagem em regiões produtoras do Sudeste dos Estados Unidos, da América do Sul, da Índia, da China e do Cazaquistão devem manter o algodão valorizado ao longo de 2012", disse Joe D'Aleo, da WeatherBELL Analytics, à agência Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos 8 dias ficou em R$ 1,6103 por libra- peso, um avanço de 0,05%.
Risco de geada
Os papéis de milho com vencimento em julho fecharam com ganho de 9,50 centavos de dólar na bolsa de Chicago, a US$ 6,1250 por bushel. O risco de danos às plantações dos Estados Unidos pela possibilidade de geadas nas próximas semanas impulsionou os preços do grão. A demanda da China também ajudou a sustentar o mercado. Ontem, o país anunciou que suas importações de milho no primeiro trimestre deste ano se aproximam do volume total comprado em 2011. "Os negociadores aguardam novos anúncios de vendas para a China", afirmou à agência Bloomberg o analistas Chad Henderson, da Prime Agricultural Consultants, de Wisconsin. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 kg do grão ficou a R$ 25,27, com ganhos de 0,80%.
Demanda firme
Os contratos de trigo mais líquidos, com entrega em julho, fecharam ontem cotados a US$ 6,3250 por bushel na bolsa de Chicago, em alta de 9,50 centavos. Em Kansas, os papéis de mesmo vencimento encerraram a US$ 6,45 por bushel, avanço de 9,50 centavos. A forte demanda pelos fabricantes de ração e o apetite da China ajudam a puxar os preços. Segundo a Dow Jones Newswires, as importações do trigo americano pelo país asiático tiveram forte crescimento no primeiro trimestre. Nos Estados Unidos, 57% da área prevista para o trigo na temporada 2012/13 já está semeada, e as condições das lavouras são excelentes. No mercado interno, o preço médio pago aos produtores do Paraná ficou em R$ 474,89 a tonelada, baixa de 0,11%, segundo levantamento do Cepea/Esalq.