03/05/2012
Commodities Agrícolas
Ladeira abaixo
Após atingir a menor cotação desde 2010 na sessão de terça-feira, os preços do suco de laranja seguiram em baixa na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) caíram 205 pontos, a US$ 1,3080 por libra peso. A previsão divulgada ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Sucos Cítricos (CitrusBR) de que a safra 2012/13 de laranja será 15% menor no Estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro (364 milhões de caixas de 40,8 quilos) não foi suficiente para impulsionar as cotações do suco. No mercado doméstico, o preço médio da laranja pera in natura pago ao citricultor paulista recuou 7,73%, para R$ 10,15 a caixa, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Realização de lucros
Após ultrapassarem o patamar de US$ 15 por bushel na segunda-feira na bolsa de Chicago, os contratos da soja com vencimento em julho (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) não resistiram a um previsível movimento de realização de lucros e recuaram ontem. Os papéis fecharam com perda de 18,50 centavos de dólar, a US$ 14,85 por bushel. De acordo com a agência Dow Jones Newswires, os negociadores estão cautelosos em puxar os preços do grão ainda mais para cima, tendo em vista que os fundamentos conhecidos de oferta e demanda já estão sendo levados em conta na formação dos preços. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos ronda os R$ 55, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Famato).
Forte retração
Como aconteceu no mercado de soja, um movimento de realização de lucros também provocou a queda das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos de milho com entrega em julho encerraram a sessão em baixa de 17,50 centavos, a US$ 6,1150 por bushel. Chamaram a atenção do mercado novas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a futura produção do cereal na Argentina e no Brasil, relatadas pela agência Bloomberg. Para a Argentina, que deverá produzir 21,2 milhões de toneladas neste ciclo 2011/12, a projeção é 24,7 milhões em 2012/13. Para o Brasil, que terá 64,5 milhões de toneladas em 2011/12, serão 68 milhões. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 21,03, segundo a Secretaria da Agricultura do Estado.
Tombo nos EUA
Os preços do trigo sofreram a maior queda em mais de três meses ontem nas bolsas americanas, diante de um movimento de realização de lucros e da perspectiva de que as chuvas e o clima quente deverão favorecer a produtividade nos Estados Unidos. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho sofreram perda de 28,50 centavos, para US$ 6,1450 por bushel. O forte potencial de rendimento das lavouras do Kansas, onde se cultiva o cereal de melhor qualidade nos EUA, e o rápido desenvolvimento das plantações de primavera pesam sobre as cotações. A elevada oferta mundial é um motivo adicional de pressão. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 25,52, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.