08/05/2012
Commodities Agrícolas
Á espera do frio Notícias de que as lavouras de café do Brasil poderão ser atingidas por geadas voltaram a impulsionar os preços internacionais do produto. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam em alta de 60 pontos, a US$ 1,7520 por libra-peso. O banco Morgan Stanley acredita que, após perdas significativas nos últimos meses, as cotações deverão ser favorecidas pela proximidade do inverno no Brasil, maior fornecedor mundial, e pela enfraquecida safra da Colômbia, outro importante produtor. Segundo disse o analista Hector Galvan, da RJ O'Brien, à Dow Jones Newswires, os preços permanecerão no patamar atual por até duas semanas, à espera de novos dados sobre a safra brasileira. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para a saca de 60 quilos subiu 0,99%, para R$ 378,93.
Piso desde 2009 Os preços do suco de laranja sofreram nova desvalorização ontem em Nova York, e os papéis para julho perderam mais 425 pontos e fecharam a US$ 1,1980 por libra-peso, menor patamar desde novembro de 2009. Turbulências em outros mercados e a falta de novidades relacionadas aos fundamentos de oferta e demanda foram responsáveis pela queda. Para o analista Jack Scoville, ouvido pela Dow Jones Newswires, o suco deverá encontrar algum suporte entre US$ 1,14 e US$ 1,08 por libra-peso. Contudo, a atualização dos números sobre a safra de laranja da Flórida pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em relatório que sairá na quinta-feira, poderá dar novo impulso ao produto. Em São Paulo, o preço médio pago ao citricultor pela caixa de laranja pera caiu para R$ 8,91, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Índia no mercado A cautela continua a permear o mercado de algodão na bolsa de Nova York, que segue à espera de novidades relacionadas aos fundamentos de oferta e demanda. Os papéis para julho caíram 132 pontos, para 86,67 centavos de dólar por libra-peso, menor nível desde 20 de dezembro. À Dow Jones Newswires, John Flanagan, da Flanagan Trading, disse que a comercialização da fibra continuará fraca até o anúncio do novo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), na quinta-feira. A Índia, segundo maior produtor de algodão, emitiu ontem uma ordem formal para suspender as restrições às exportações, o que colaborou para a baixa de preços. No mercado interno, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos oito dias ficou em R$ 1,6107 por libra-peso, uma alta de 0,39%.
Aposta na baixa Incertezas em relação ao futuro da economia europeia e o fortalecimento do dólar em relação a outras moedas provocaram a queda das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para entrega em julho (que ocupam a segunda posição, normalmente a de maior liquidez) caíram 12,50 centavos, para US$ 14,6575 por bushel. O clima favorável ao avanço do plantio nos Estados Unidos - que já cobriu 24% da área total prevista - também colaborou para a baixa nos preços. De modo geral, os negociadores optaram por liquidar as operações de spread em que apostavam na valorização da soja e na queda do milho e do trigo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos de soja ficou em R$ 63,74, uma queda diária de 0,22%.