Commodities Agrícolas

14/05/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Poucos negócios 
 
Em um dia de poucos negócios, os preços do café arábica não resistiram à valorização do dólar e recuaram na sexta-feira em Nova York. Os papéis para julho caíram 150 pontos, para US$ 1,7715 por libra-peso. Segundo Thiago Cazarini, da Cazarini Trading, os compradores estão sem pressa. "Os negócios estão acontecendo, mas nem todos os exportadores têm tido chances nesse mercado volátil", disse à Dow Jones Newswires. O menor desempenho industrial na Índia e a desaceleração na China, junto às preocupações com a situação financeira mundial, também se refletiram no mercado. "Há um tom baixista para as commodities em geral", disse John Caruso, da RJO Futures, à Bloomberg. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos caiu 1,43%, para R$ 384,95.
 
Terceira alta seguida 
 
O suco de laranja subiu pelo terceiro pregão consecutivo na sexta-feira na bolsa de Nova York, depois de ter atingido no início da semana o menor valor desde novembro de 2009. Os contratos com vencimento em setembro subiram 190 pontos, para US$ 1,2455 por libra-peso. Segundo James Cordier, da corretora Liberty Trading Group, o que se viu foi uma cobertura de posições vendidas, que tem um efeito altista sobre os preços. Contudo, Cordier prevê que a valorização da commodity terá vida curta. "Daqui para frente, eu acredito que as cotações chegarão a US$ 1 por libra-peso", disse à agência Dow Jones Newswires. Em São Paulo, o preço médio pago ao citricultor pela caixa de laranja pera ficou em R$ 9,02, queda de 5,25%, conforme levantamento do Cepea/Esalq.
 
Liquidação em Chicago 
 
Um forte movimento de liquidação de posições e realização de lucros fez a soja despencar na bolsa de Chicago e chegar ao valor mais baixo em seis semanas na sexta-feira. Os contratos para julho caíram 49,25 centavos, para US$ 14,06 por bushel. O tombo aconteceu um dia após a divulgação do último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre oferta e demanda no país e no mundo, que indicou forte queda dos estoques do grão na safra 2012/13 e provocou alta em Chicago na sessão anterior. Mas as preocupações com o cenário financeiro mundial, que piorou após as perdas anunciadas pelo banco americano JP Morgan, pressionaram a commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 62,81, queda de 1,47%.
 
No rastro da soja 
 
Diretamente influenciados pela forte queda da soja, o milho e o trigo também fecharam em queda na sexta-feira na bolsa de Chicago, embora bem menos expressivas. Os contratos do milho com entrega em julho caíram 6,50 centavos, para US$ 5,81 por bushel, enquanto os papéis do trigo com o mesmo vencimento registraram baixa de 4,25 centavos, para US$ 5,97 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, julho recuou 4,25 centavos de dólar, para US$ 6,10 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos do milho foi negociada, em média, por R$ 20,87, 0,43% acima da véspera, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura. No caso do trigo, a saca ficou praticamente estável e saiu, em média, por R$ 25,83.
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