Commodities Agrícolas

17/05/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Ganhos em NY 
 
A tensão econômica na Europa novamente deixou seus reflexos nas negociações de commodities agrícolas em geral ontem na bolsa de Nova York. Mas, mesmo sem novidades no que se refere aos fundamentos de oferta e demanda, o açúcar demerara subiu. Os contratos com vencimento em outubro fecharam com ganho de 27 pontos, a 21,06 centavos de dólar por libra-peso. Segundo o banco francês Société Générale, ainda é possível que os preços da commodity caiam a 19,90 centavos de dólar por libra-peso. E uma nova flexibilização nas exportações da Índia pode colaborar para elevar a pressão no mercado de açúcar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,44%, para R$ 54,97 (com impostos, sem frete).
 
Piso em 21 meses 
 
As cotações do algodão não resistiram à tensão econômica na zona do euro e à elevada oferta global da fibra e caíram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro fecharam em baixa de 234 pontos, a 76,58 centavos de dólar por libra-peso. O valor é o menor dos últimos 21 meses. Para John Flanagan, da Flanagan Trading, o "mercado" quer desencorajar o plantio de algodão na safra 2012/13 no mundo. "Ainda é possível conter o avanço da cultura nos EUA, mas uma área grande deve se consolidar na Índia, onde o plantio está pronto para começar", disse o analista à agência Dow Jones Newswires. Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba tem sido negociada entre R$ 50 e R$ 51, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Demanda firme 
 
Os preços do milho registraram a maior alta em mais de duas semanas ontem na bolsa de Chicago, impulsionado pela forte demanda pelo produto americano. Os contratos para setembro fecharam com ganho de 14 centavos, a US$ 5,37 por bushel. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou ontem vendas de mais 900 mil toneladas do grão para a China. "O anúncio é positivo porque mostra que os chineses estão dispostos a comprar mesmo diante de uma desaceleração econômica. Com a grande safra de milho que temos no horizonte, precisaremos que a China compre ainda mais", disse Jim Riley, corretor do Linn Group. No oeste baiano, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 20,50, segundo a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia.
 
Salto em Chicago 
 
O temor de que problemas climáticos prejudiquem a oferta de trigo em importantes países produtores do mundo fez os preços do cereal dispararem ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para setembro fecharam em forte alta de 29 centavos de dólar, a US$ 6,5125 por bushel. Em Kansas, onde é negociado um cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento subiu 28 centavos, para US$ 6,7125 por bushel. "Preocupações com a estiagem em regiões produtoras da Rússia, da Austrália e dos EUA sustentaram a alta dos preços do trigo", afirmou Terry Reilly, analista do Citibank. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 25,85, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
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