Commodities Agrícolas
Pressão cambial
A desvalorização do dólar em relação ao real ajudou a sustentar os preços do café na sexta-feira em Nova York. Os contratos de arábica para entrega em setembro (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) fecharam em alta de 105 pontos, a US$ 1,7025 por libra-peso. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que o câmbio brasileiro pesou sobre o mercado, já que o país é o maior exportador mundial. "O real mais forte dificulta a exportação", disse Juliano Ferreira, da corretora Icap. Segundo Márcio Bernardo, da Newedge, as vendas da commodity seguem lentas no Brasil e o mercado ainda está muito vulnerável a tensões externas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 0,27%, para R$ 380,18.
Tensão climática
A soja registrou ganhos na bolsa de Chicago na sexta-feira, diante do temor de que o tempo quente e seco aumente o stress nas lavouras americanas da safra 2012/13, que estão em desenvolvimento. Os papéis para agosto subiram 5,75 centavos, para US$ 13,62 por bushel. A forte demanda por exportação dos Estados Unidos, especialmente da China, também colaborou para a valorização da commodity. O país asiático anunciou que pode importar 7,23 milhões de toneladas do grão em maio, em relação à projeção anterior de 5,63 milhões de toneladas. Previsões indicam chuvas para o Meio-Oeste dos EUA esta semana, o que pode pressionar os preços do grão nos próximos dias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou estável em R$ 64,17.
Chuvas nos EUA
O milho subiu na sexta-feira em Chicago, com os papéis para setembro cotados a US$ 5,2650 por bushel no fechamento, alta de 8,25 centavos. Traders preferiram sair de suas posições vendidas (que representam uma aposta na queda dos preços) e reduzir sua exposição ao risco antes do feriado prolongado nos EUA, o que ajudou a sustentar as cotações. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, trata-se de um momento decisivo para o milho. Mudanças no clima na próxima semana podem dar o tom do mercado para grande parte do verão, a partir de julho. Apesar das preocupações com a seca no cinturão do milho nos EUA, há previsão de chuvas para os próximos dias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 25,11, queda de 0,28%.
Mercado climático
Os contratos futuros de trigo voltaram a se valorizar na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis para entrega em setembro (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente as de maior liquidez) encerraram o pregão cotados a US$ 6,9450 por bushel, em alta de 16,25 centavos. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os futuros para setembro avançaram 12,75 centavos e fecharam a US$ 7,15 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado foi influenciado pela alta nos preços do milho e pelas preocupações com o clima seco na Rússia e nos Estados Unidos, que podem comprometer a produção deste ano. No Brasil, o preço médio pago ao triticultor do Paraná subiu 0,31%, para US$ 497,35 por tonelada, segundo o Cepea/Esalq.