Commodities Agrícolas
Piso desde 2010 Os preços do café arábica desceram ontem ao menor nível desde julho de 2010 em Nova York, sob a influência da expectativa de que a oferta superará a demanda este ano. Os papéis com entrega para setembro sofreram queda de 385 pontos, para US$ 1,6295 por libra-peso. A Organização Internacional do Café (OIC) divulgou que as exportações globais do grão caíram 12% em abril ante o mesmo mês de 2011, para 8,77 milhões de sacas. Segundo disse à Dow Jones Newswires o vice-presidente executivo da corretora Linn Group, Paul Hare, a tendência ainda é de baixa para a commodity. "Parece que estamos indo para a área de US$ 1,5 por libra-peso", previu. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 366,37, queda de 2,71%.
Leve recuperação Em um pregão de poucas negociações, o suco de laranja avançou ontem em Nova York. Os contratos para setembro subiram 75 pontos, a US$ 1,1380 por libra-peso. Para James Cordier, da Liberty Trading, o mercado não deve se movimentar muito nas próximas semanas, depois das grandes quedas deste ano. "A temporada de furacões no Atlântico, que começa oficialmente amanhã, pode inclusive evitar uma nova queda de preços", afirmou à Dow Jones Newswires. Mais pessimista, o presidente da corretora Boynton Beach, Shawn Hackett, acredita que a commodity pode descer até 75 centavos de dólar, com a demanda em baixa. No mercado interno, o preço médio pago ao citricultor paulista pela caixa de laranja pera ficou em R$ 8,48, queda de 3,09%, segundo o Cepea/Esalq.
Vendas chinesas A venda de parte das reservas de soja da China teve reflexos sobre os preços do grão na bolsa de Chicago, que fecharam em forte queda ontem. Os contratos com vencimento em agosto recuaram 31,75 centavos, para US$ 13,2275 por bushel. O país asiático comercializou ontem 75,8 mil toneladas da oleaginosa, a um preço bem mais baixo que o praticado pelo restante do mercado. Além das preocupações com a crise na zona do euro, que afastam os investidores das commodities, as chuvas que caem sobre parte do Meio-Oeste americano trazem pressão adicional não apenas à soja, mas também sobre o milho. Em Goiás, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 55,80, segundo levantamento da federação da agricultura e pecuária do Estado (Faeg).
Clima dá o tom Questões climáticas motivaram um novo recuo do trigo em Chicago. Os contratos para setembro fecharam a US$ 6,6075 por bushel, baixa de 8,5 centavos. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 13,5 centavos, a US$ 6,81 por bushel. Chuvas na Dakota do Norte aumentam as perspectivas de boa safra em 2011/12 nos EUA. Para a trader Gleadell, o cereal deve seguir influenciado pelo clima nas próximas quatro a seis semanas. Novos relatos vindos da Rússia e da Ucrânia sugerem bons níveis de colheita, mas a Gleadell acredita que essas informações possam ter sido infladas por razões políticas. No mercado interno, o preço médio pago aos produtores do Paraná ficou em R$ 499,58 a tonelada, alta de 0,22%, segundo o Cepea/Esalq