Commodities Agrícolas

14/06/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
Oferta ampla Os preços do café arábica caíram ontem na bolsa de Nova York, pressionados pelo início da colheita no Brasil, que é o maior fornecedor mundial do grão e poderá ter uma safra recorde este ano. Os contratos com vencimento em setembro caíram 115 pontos, para US$ 1,5420 por libra-peso. A Organização Internacional do Café (ICO) informou ontem que a produção no ciclo 2012/13 tem "boas perspectivas", o que ajudou a deprimir os preços. "Perspectivas de uma ampla colheita no Brasil e o aumento da produção em alguns países exportadores, estimulados por preços relativamente altos, têm provocado a especulação sobre a possibilidade de um excesso de oferta", afirmou a ICO. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 0,82%, para R$ 354,12.
 
Alta no curto prazo Após as perdas registradas na sessão de terça-feira, o algodão subiu ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em outubro registraram alta de 145 pontos, a 69,26 centavos de dólar por libra-peso. O Goldman Sachs prevê que relatório que será publicado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em 30 de junho trará um corte nas estimativas de área plantada com a fibra no país, o que poderá impulsionar as cotações nas próximas semanas. Assim, ainda que projete um preço de 75 centavos de dólar por libra-peso em 12 meses, o banco acredita em uma alta no curto prazo. A estimativa para os próximos três meses é de cotações em torno de 80 centavos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso recuou 0,32%, para R$ 1,4795.
 
Clima interfere Os preços da soja recuaram ontem na bolsa de Chicago, por conta da perspectiva de melhora no clima nas regiões produtoras americanas. Os contratos com vencimento em agosto fecharam em forte baixa de 23,50 centavos, a US$ 13,7775 por bushel. Previsões indicam que há maior probabilidade de chuvas na próxima semana no Meio-Oeste dos Estados Unidos, o que poderá beneficiar as lavouras do país, que ainda estão no início do desenvolvimento. "Mas se as precipitações forem insuficientes, os investidores vão rapidamente colocar de volta o prêmio de risco climático nos preços", disse à Dow Jones Newswires o presidente da corretora U.S. Commodities, Don Roose. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou estável, a R$ 67.
 
Demanda chinesa Os contratos futuros de milho apresentaram tendências distintas ontem na bolsa de Chicago. Os papéis de vencimento curto (julho) avançaram, enquanto os de segunda posição (setembro) registraram queda de 11,50 centavos, a US$ 5,15 por bushel. "Rumores de maior demanda chinesa explicam a alta no curto prazo", disse Stefan Tomkiw, do Jefferies Bache, em Nova York. Em uma análise para o quarto trimestre deste ano, o banco Barclays reiterou que as condições climáticas nos EUA devem ser melhores, após a seca das últimas semanas, o que fortalece a previsão de colheita farta do grão no país - fatores que colaboraram para a queda dos contratos mais longos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&Bovespa para a saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 24,17.
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