Commodities Agrícolas

13/08/2012

Commodities Agrícolas

 

 

Tempo favorável

O café arábica registrou na sexta-feira o quarto pregão consecutivo de perdas, ainda em consequência da melhora das condições climáticas em regiões produtoras do Brasil, o maior produtor e exportador mundial da commodity. Os contratos com vencimento em dezembro registraram queda de 20 pontos e encerraram a semana negociados a US$ 1,6935 por libra-peso. Apesar do clima mais favorável, perduram as preocupações em relação à qualidade do produto colhido, prejudicada pelo excesso de chuvas. Além disso, os agricultores brasileiros parecem estar segurando as vendas, à espera de preços melhores. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 390 e R$ 400, segundo informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.

Lucros no bolso

Após os ganhos das duas últimas sessões, o cacau encerrou em queda na sexta-feira em Nova York, em meio à realização de lucros. Os papéis para dezembro recuaram US$ 19, a US$ 2.458 por tonelada. Porém, as perspectivas são positivas para os preços da amêndoa. Há temores em relação ao nível da oferta no oeste da África, devido à seca que atinge a região. A falta de umidade reduz a qualidade do cacau que chega aos portos africanos, o que pode sustentar as cotações. Traders também acompanham com atenção as notícias sobre a escalada da violência na Costa do Marfim, que é o maior fornecedor global da commodity. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou a R$ 74,67, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Atenção ao clima

O suco de laranja apresentou queda na sexta-feira em Nova York, embora ainda tenha sido negociado no mesmo intervalo das três últimas semanas, de US$ 1,05 a US$ 1,17 por libra-peso. Os contratos para novembro sofreram uma baixa de 335 pontos, a US$ 1,0655 por libra-peso. Um sistema de baixa pressão no Atlântico se transformou em uma depressão tropical e o Centro Nacional de Furacões americano afirma que há uma movimentação rápida para o oeste, o que coloca o mercado de suco em alerta. Se surgir uma tempestade e esta rumar para a Flórida (segunda maior região produtora de citros do mundo, atrás do Brasil), podem haver danos aos pomares locais. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 7, segundo o Cepea/Esalq.

Oferta maior

O algodão registrou na sexta-feira o segundo pregão seguido de baixa, influenciada pela revisão para cima, por parte do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), das produções americana e mundial nesta safra 2012/13. As estimativas para os estoques finais também foram ampliados nos dois casos. Os contratos para dezembro recuaram 3,85% (293 pontos), para 73,02 centavos de dólar por libra-peso. Além dessa oferta extra, preocupações em relação aos rumos da economia global também ajudaram a derrubar as cotações, já que, em tempos de crise, os consumidores tendem a privilegiar a compra de itens essenciais, como alimentos e combustível. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso subiu 0,26%, para R$ 1,6002.

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