Projeto garante sustentabilidade na região sisaleira
Para alcançar a sustentabilidade, os agricultores familiares da região sisaleira da Bahia precisam dispor de, pelo menos, cinco hectares para produção, além de aliar a atividade à ovinocaprinocultura. A conclusão é de técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), unidade vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri).
Com esse objetivo, segundo o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a Seagri, junto com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), está lançando um projeto piloto que visa ao aumento da produtividade, aproveitamento total da folha de sisal e a agroindustrialização.
Polos de produção – O projeto, segundo ele, consiste na implantação de cinco polos de produção em áreas selecionadas pela EBDA, com base em critérios técnicos, a exemplo da concentração da produção. Ele disse que o trabalho objetiva ainda alcançar, nos próximos anos, produtividade média de dois mil quilos de sisal por hectare, saindo da marca atual de 800 quilos/hectare.
Além da Seagri e Secti, o projeto envolve instituições como as universidades federais da Bahia e do Recôncavo Baiano, a Universidade do Estado de São Paulo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai Cimatec), entre outras.
Preparação do solo – Entre janeiro e fevereiro do próximo ano, máquinas da EBDA vão corrigir e preparar o solo para o plantio – previsto para o mês de maio – de mudas sadias nas novas áreas. Nas regiões do estado em que o plantio acontece em outubro, a preparação do solo acontecerá nos meses anteriores.
As alternativas fazem parte do projeto apresentado pelo secretário Paulo Câmara, da Secti, durante workshop realizado na última terça-feira, em Valente, e discutido, no dia seguinte, pelo secretário da Agricultura com produtores do município de Campo Formoso, durante visita técnica a uma batedeira de sisal e área de produção, no distrito de Tiquara.
Para o presidente da EBDA, Elionaldo Faro Teles, "estamos fazendo uma construção social, que terá importante impacto na economia da Bahia". Ele destacou que a ação do governo, com olhar amplo na produção, comercialização e exportação, é validada pela participação das associações e cooperativas de produtores e pelos movimentos sociais.