Commodities Agrícolas

29/08/2012

Commodities Agrícolas

 


Dólar fraco A desvalorização do dólar ante uma cesta de moedas impulsionou os preços do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março de 2013 avançaram 49 pontos, a 20,74 centavos de dólar por libra-peso. Juliano Ferreira, da corretora Icap, disse à agência Dow Jones Newswires que houve um movimento de cobertura de posições vendidas (que costumam ter um efeito altista sobre os preços). Segundo Ferreira, não houve grandes mudanças nos fundamentos do mercado: o Brasil, maior produtor mundial de açúcar, continua a desfrutar do tempo seco, que favorece a colheita e a moagem de cana. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo subiu 0,3%, para R$ 53,58

Tempo seco O cacau estendeu os ganhos da última sessão em Nova York, diante dos temores com o clima e com a escalada da violência na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa. Os contratos para dezembro avançaram 95 pontos ontem, a US$ 2.568 por tonelada. O tempo seco persiste nas regiões produtoras do oeste da África e do sudeste da Ásia. Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, afirmou à Dow Jones Newswires que a possibilidade de que o El Niño atinja o oeste da África (onde estão os grandes fornecedores globais da commodity) e agrave as condições de estiagem também colaboram para dar suporte às cotações. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou a R$ 73,33, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Demanda fraca Os preços do milho fecharam a terça-feira em queda na bolsa de Chicago. Os contratos para entrega em dezembro, mais negociados, recuaram 5,25 centavos, para US$ 7,9550 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a commodity foi pressionada pelo desaquecimento da demanda diante dos preços elevados e por sinais de que o mercado está excessivamente comprado e, portanto, vulnerável a um movimento de saída dos fundos especulativos. Em contrapartida, o temor com o tamanho da colheita americana, assolada pela pior seca dos últimos 50 anos, deu suporte e limitou as perdas ontem. No mercado doméstico, o indicador de preços Esalq/BM&FBovespa para o milho registrou queda de 0,66%, para R$ 32,96 a saca de 60 quilos.

Falta de apetite O trigo registrou sua quinta queda consecutiva ontem nas bolsas americanas, em meio à falta de apetite de compras. Em Chicago, os contratos para dezembro caíram 5,75 centavos, a US$ 8,7550 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento recuaram 5,25 centavos, a US$ 8,9325 por bushel. Para Shawn McCambridge, analista do Jefferies Bache, o mercado está em fase de correção. "A falta de notícias frescas sobre a demanda é uma indicação de que os compradores mundiais não estão dispostos a pagar altos preços pelo cereal americano", disse à Dow Jones Newswires. No mercado interno, a saca no Paraná ficou a R$ 31,96, leve alta de 0,09%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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