Commodities Agrícolas
Poucos negócios O café arábica cedeu pelo segundo pregão seguido ontem em Nova York, em dia de baixo volume de negociações. Os papéis para dezembro recuaram 325 pontos, a US$ 1,6340 por libra-peso. O tempo seco deve continuar a favorecer a colheita no Brasil, maior produtor mundial. "Os cafeicultores brasileiros não fazendo muitas ofertas, e o que está sendo oferecido é de menor qualidade", disse Jack Scoville, da Price Futures Group, à Dow Jones Newswires. Além disso, empresas de armazenagem de Nova Orleans confirmaram que o furacão Isaac não danificou os estoques do grão na cidade (quase 5% do café certificado pela bolsa de Nova York está estocado lá). No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 390 e R$ 400, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.
Novo ciclone nos EUA O suco de laranja registrou alta ontem na bolsa de Nova York, impulsionado por um novo sistema em desenvolvimento no oceano Atlântico. Os contratos para novembro encerraram com ganhos de 155 pontos, a US$ 1,1720 por libra-peso. O Centro Nacional de Furacões americano diz que há "quase 100%" de chance de que um ciclone tropical esteja em formação no mar. Parte dos analistas acredita que o mercado de suco seguirá em elevação nos próximos meses, por conta das ameaças das tempestades tropicais aos pomares da Flórida, segunda maior região produtora de citros do mundo. No mercado spot de São Paulo, o valor da caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 7,03, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Carne suína sobe em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de agosto com sua 11ª variação positiva consecutiva. A alta, de 2,38%, foi puxada pela aceleração da valorização média do grupo formado por seis produtos de origem animal, que chegou a 4,44%. Entre os 14 vegetais, o ganho médio foi de 1,63%. Entre todos os produtos pesquisados, a carne suína foi o que mais subiu (44,04%), seguido pelo tomate (41,25%) e pelo milho (22,18%). Na carne suína, pesou o aumento dos custos, enquanto o tomate ainda sente a redução da oferta por problemas climáticos e o milho foi influenciado pela disparada internacional.
Vendas firmes A demanda aquecida, em meio a estoques apertados, continua a sustentar os preços da soja na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro fecharam em ligeira alta de 10,50 centavos ontem, a US$ 17,6350 por bushel. Segundo dados anunciados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país registrou exportações líquidas de 721,3 mil toneladas da oleaginosa na semana encerrada em 23 de agosto, sendo 10,1 mil toneladas para a temporada em cursos, 2011/12. O volume está dentro do que era esperado por analistas, entre 500 mil e 800 mil toneladas. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos de soja ficou a R$ 76,27 no Paraná, com uma valorização de 1,02%, de acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral).