PIB baiano registra alta de 3,6% no primeiro semestre deste ano

03/09/2012

PIB baiano registra alta de 3,6% no primeiro semestre deste ano


Crescimento de 7,9% do comércio varejista foi determinante para o resultado, conforme os dados apresentados em entrevista à imprensa

 


O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia cresceu 3,6% no primeiro semestre de 2012 enquanto o nacional teve expansão de 0,6%. Os dados consolidam a tendência de descolamento do comportamento da economia baiana em relação à brasileira, conforme análise do secretário estadual do Planejamento, José Sergio Gabrielli, e do diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Geraldo Reis. Eles apresentaram os dados, ontem, durante entrevista coletiva no auditório da Seplan, no Centro Administrativo (CAB), em Salvador.

No segundo trimestre deste ano, o PIB baiano apresentou crescimento de 2,6% em comparação ao mesmo período de 2011, enquanto o brasileiro ficou em 0,5%. Em relação ao primeiro trimestre deste ano – quando são eliminadas as influências sazonais –, o Produto Interno Bruto da Bahia cresceu 0,4% no segundo trimestre. A alta foi determinada basicamente pelo crescimento nos setores de serviços (com destaque para o comércio varejista) e de administração pública, que cresceu 2%.

Tendência – Segundo o secretário, os números foram computados até 30 de junho. "Nos dois meses seguintes, os dados apontam melhorias nos indicadores." O resultado do PIB no primeiro semestre, de acordo com ele, só reforça a expectativa do início do ano de que a economia baiana teria expansão de 3,7% ao final de 2012. Já o governo federal prevê crescimento de 1,7% para o país.

Para o diretor-geral da SEI, as taxas são bem relevantes quando comparadas às do Brasil. "Elas (as taxas) consolidam a ideia do descolamento da economia baiana em relação à atividade econômica nacional, dando consistência à projeção da SEI de uma taxa de crescimento anual de 3,7%, que deve ficar também acima do crescimento anual da economia brasileira." Ele afirmou que a tendência ao descolamento deve ocorrer também nas outras principais economias do Nordeste.

Cálculos são feitos com base nos resultados de grandes setores

De acordo com o secretário Sergio Gabrielli, os dois primeiros têm se favorecido do mercado interno, aquecido pelos programas de transferência de renda para as famílias, política de taxas de juros e endividamento, a qual permite aquisição de mais eletrodomésticos, móveis e bens de consumo duráveis, e o aumento da renda, que possibilita a diversificação da cesta de bens consumidos, incluindo itens pessoais e serviços antes inacessíveis.

"O setor de construção civil, por sua vez, está acelerado", pontou. Ele destacou, no entanto, que não se trata meramente do ramo imobiliário, mas predominantemente das áreas comercial e industrial. "Isso é um indicativo das alterações que ainda não são mensuradas nas pesquisas, mas que terão grande influência a médio e longo prazo."

Segmentos de serviços e indústria têm destaque

O comércio varejista registrou expansão de 7,9% no trimestre e 7,2% no ano. O setor de serviços foi, mais uma vez, determinante para a taxa final do PIB baiano, seja pela sua importância – 63% da economia baiana são serviços – ou pela expansão no trimestre (4,5%). No ano, o setor de serviços acumulou expansão de 4,7%.

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC-BA), o segmento de equipamentos materiais para escritório, informática e comunicação apresentou a maior expansão no segundo trimestre de 2012 (51,7%), seguido por veículos e motos (13,8%) e móveis e eletrodomésticos (12%).

Outro destaque é o crescimento do segmento de hipermercados e supermercados (4,1%) e material de construção (6,4%). Os bons números do comércio varejista são reflexo, em parte, do desempenho positivo do mercado de trabalho, que registrou, conforme dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME-IBGE), taxa de desemprego média de 11,6% no primeiro semestre, praticamente igual à do mesmo período de 2011, e à elevação do rendimento das pessoas ocupadas, o que, conforme a pesquisa, registrou expansão de 7,8% em 2010

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