Commodities Agrícolas

17/09/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
 
Dólar favorece O café arábica segue a contabilizar ganhos em Nova York, depois que o afrouxamento monetário anunciado na quinta-feira pelos EUA provocou a queda do dólar ante uma cesta de moedas e elevou o apetite por ativos de risco, como as commodities. Os papéis para dezembro subiram 225 pontos na sexta-feira, para US$ 1,8110 por libra-peso. Márcio Bernardo, da Newedge USA, disse à Dow Jones Newswires que os produtores voltaram às vendas, mas não o suficiente para interromper o movimento de alta iniciado nos últimos dias. Para o analista, se os fundos continuarem com a compra de posições, será possível sustentar o nível de preços atual. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 400 e R$ 415, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Influência externa As medidas de estímulo à economia anunciadas na quinta-feira pelo Fed (o banco central americano), por meio do "quantitative easing" (QE3), promoveram uma reação positiva nos preços de boa parte das commodities agrícolas, caso do algodão negociado em Nova York. Os papéis para dezembro avançaram 237 pontos na sexta-feira, a 75,90 centavos de dólar por libra-peso. Contudo, a indicação de que o mercado mundial está saturado, dada pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado na semana passada, deixa pouco espaço para uma alta mais sustentada da fibra. No mercado doméstico, a arroba ficou a R$ 52,41 no oeste da Bahia, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Bom humor prevalece O bom humor no cenário macroeconômico e a expectativa de que as compras do trigo dos EUA ganhem força ajudaram o cereal a fechar em alta nas bolsas americanas na sexta-feira. Em Chicago, os contratos para dezembro avançaram 22,25 centavos, para US$ 9,2425 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 25,25 centavos, a US$ 9,48 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o volume de trigo passível de exportação na Ucrânia e na Rússia (seriamente impactadas pela seca) deve se esgotar até novembro, o que deve redirecionar a demanda para os EUA. No Paraná, a saca saiu por R$ 34,45, queda de 0,40%, segundo pesquisa do Departamento de Economia Rural (Deral).
 
Carnes sobem em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola da Secretaria da Agricultura do Estado, encerrou a primeira quadrissemana de setembro com sua 13ª variação positiva consecutiva. A alta, de 2,46%, foi determinada pelo salto médio de 7% observado no grupo formado por seis produtos de origem animal, com destaque para as disparadas das carnes suína (33,68%) e de frango (25,82%). Ambas vinham sendo muito pressionadas pelo aumento do custo das rações, em decorrência da alta dos grãos. Dois dos 14 produtos vegetais pesquisados pelo IEA, milho e soja também aumentaram - 16,95% e 13,54%, respectivamente. Puxado pelo tomate (29,63%), o grupo subiu, em média, 0,8%.
Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: