Commodities Agrícolas

24/09/2012

Commodities Agrícolas

 


Dólar mais fraco A desvalorização do dólar ante uma cesta de moedas colaborou para a recuperação dos preços do café arábica na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março de 2013 registraram alta de 485 pontos, a US$ 1,7740 por libra-peso. Entretanto, o banco alemão Commerzbank espera que as cotações possam ser pressionadas pela melhora das condições climáticas no Brasil (maior produtor mundial do grão). A volta das chuvas às regiões produtoras do país deve favorecer a florada dos cafezais, entre setembro e outubro, o que contribuiria para elevar a produção na próxima safra. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 400 e a máxima de R$ 415, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Realização de lucros O algodão registrou sua segunda queda consecutiva na bolsa de Nova York na sexta-feira, por conta de uma liquidação de posições. Os papéis para dezembro caíram 197 pontos, a 73,25 centavos de dólar por libra-peso. Jimmy Tintle, da GreenKey, disse à Dow Jones Newswires que dados sobre a desaceleração no setor de manufatura da China (maior consumidor mundial de algodão) contribuíram para que houvesse uma realização de lucros no mercado. Na avaliação do analista, se os preços da fibra se mantiverem acima de 72 centavos de dólar por libra-peso, o mercado deve continuar a "andar de lado" no curto prazo. No mercado doméstico, a arroba saiu por R$ 51,91 no oeste da Bahia, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Ameaça russa A renovação do temor de que a Rússia restrinja suas exportações de grãos impulsionou o trigo nas bolsas americanas na sexta-feira. Em Chicago, os contratos para março subiram 16,50 centavos, para US$ 9,08 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento avançaram 16,25 centavos, a US$ 9,3750 por bushel. Comentários do ministro da Economia russo de que o país pode limitar as vendas se os preços domésticos subirem muito inflaram o otimismo em relação às exportações americanas. Interrompidos os embarques da Rússia, a maior parte da demanda mundial deve ser direcionada aos EUA. No mercado interno, a saca ficou a R$ 34,12 no Paraná, alta de 0,32%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

Batata dispara em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria da Agricultura do Estado, encerrou a segunda quadrissemana de setembro com sua 14ª variação positiva seguida. A alta, de 2,19%, foi determinada por uma forte valorização média (5,87%) no grupo formado por seis produtos de origem animal, com destaque para os saltos das carnes de frango (21,81%) e suína (16,44%), cujos custos subiram com o encarecimento dos grãos. No grupo de 14 produtos vegetais, a alta média foi de 0,84%, puxada por batata (62,17%) e tomate para mesa (24,78%), com ofertas prejudicadas pelo clima, e forte influência das escaladas de milho (13,41%) e soja (12,34%), em linha com o mercado internacional.

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