02/10/2012
Commodities Agrícolas
Teto em sete semanas O açúcar demerara alcançou ontem o maior valor em sete semanas na bolsa de Nova York, com a expiração dos contratos para entrega em outubro e o temor de que a possível volta das chuvas ao Brasil possa enxugar a oferta do país (que é o maior produtor mundial da commodity). Assim, os contratos com vencimento em maio de 2013 fecharam em expressiva alta de 63 pontos, a 21,09 centavos de dólar por libra-peso. Michael McDougall, da Newedge USA, disse à Dow Jones Newswires que alguns usuários finais compraram açúcar no mercado físico como uma forma de proteção contra uma possível interrupção da colheita e do esmagamento de cana no Brasil, por conta das precipitações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos caiu 0,61%, a R$ 46,99.
Impulso do dólar O enfraquecimento da moeda americana e a ausência de grandes volumes de vendas a partir do Brasil, maior fornecedor global de café, colaboraram para que os preços da variedade arábica registrassem ganhos ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março de 2013 subiram 445 pontos, para US$ 1,8195 por libra-peso. Analistas acreditam, contudo, que o interesse de comercialização por parte dos produtores brasileiros deve voltar quando as cotações atingirem US$ 1,80 por libra-peso, o que limitará qualquer escalada de preços mais expressiva. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 400 e a máxima de R$ 405, de acordo com levantamento do Escritório Carvalhaes, de Santos.
Clima não ameaça Apesar do enfraquecimento do dólar ante uma cesta de moedas e da melhora do ânimo nos demais mercados, o suco de laranja fechou com ligeira queda ontem na bolsa de Nova York. Novembro recuou 5 pontos, para US$ 1,1335 por libra-peso. De acordo com a Dow Jones Newswires, um novo sistema climático em formação na costa oeste da África tem 30% de chance de se transformar em um ciclone tropical, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês). Ainda assim, não está claro se a formação representa uma ameaça à Flórida, nos EUA, que detém o segundo maior pomar de citros mundial, atrás do Brasil. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 7,02, segundo o Cepea/Esalq.
Batata puxa alta em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria da Agricultura do Estado, encerrou a terceira quadrissemana de setembro com sua 15ª variação positiva consecutiva. A alta, de 1,47%, foi novamente puxada pelo grupo formado por seis produtos de origem animal, que, em média, subiu 4,23% no período. No grupo composto por 14 vegetais, a valorização média foi de 0,45%. Entre todos os itens pesquisados, a batata voltou a ser o que aumentou mais (54,01%), cuja oferta foi prejudicada pelo longo período quente e seco recente. O feijão aparece em seguida (26,68%), influenciado pelo fim da safra de inverno e o atraso do plantio da safra das águas no sudeste paulista.