Commodities Agrícolas

03/10/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Clima preocupa As cotações do café arábica dispararam pelo segundo pregão consecutivo ontem em Nova York, sustentadas pela queda do dólar e por questões ligadas aos fundamentos. Os papéis para março encerraram em forte alta de 555 pontos, a US$ 1,8750 por libra-peso. Analistas têm se mostrado preocupados com a florada dos cafezais no Brasil, o que despertou o ímpeto de compra de posições por parte dos fundos. " Há previsões que indicam ausência de precipitações nas próximas duas semanas e, como a florada começou na última semana, a falta de umidade pode ser prejudicial", disse Roberto da Costa Lima, analista da corretora Terra Investimentos. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou de R$ 400 a R$ 410, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
De olho nos furacões A temporada de furacões nos Estados Unidos está próxima do fim, mas ainda tem fôlego para dar algum suporte aos preços do suco de laranja em Nova York, que subiram pela segunda sessão ontem em Nova York. Janeiro encerrou o dia com valorização de 220 pontos, a US$ 1,1555 por libra-peso. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), um sistema no oceano Atlântico tem 70% de chances de se transformar em uma tempestade tropical, embora ainda não esteja claro se o evento traria alguma ameaça às plantações da Flórida, segunda maior região produtora de citros do mundo. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 7,02, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
 
Estoques pressionam Os traders voltaram as atenções para os estoques de soja maiores do que os esperados nos Estados Unidos, o que derrubou os preços da oleaginosa ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em janeiro de 2013 fecharam com perdas de 29,75 centavos, a US$ 15,3325 por bushel. Contudo, para Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos, não se pode perder que vista que o volume disponível da oleaginosa ainda é bastante apertado. "Além disso, há uma pressão muito forte da entrada da safra americana e do clima bom na América do Sul, que realizado o plantio no momento", afirma. No mercado doméstico, a saca de soja ficou a R$ 63,50 no oeste da Bahia, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Demanda fraca O trigo recuou pelo segundo pregão seguido ontem nas bolsas dos EUA, diante do enfraquecimento da demanda e da melhora da umidade do solo nas Grandes Planícies do país, região que está em plena semeadura do cereal. Em Chicago, os contratos com entrega em março de 2013 fecharam em baixa de 13 centavos ontem, a US$ 8,83 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 14 centavos, para US$ 9,0550 por bushel. Os investidores parecem impacientes à espera da demanda e reduzem posições compradas no mercado - ou apostas de que os preços irão subir. No mercado interno, a saca ficou a R$ 33,91 no Paraná, baixa de 1,54%, de acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral).
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