04/10/2012
Commodities Agrícolas
Retorno das vendas Depois de subir quase 6% nos dois pregões anteriores, as cotações do café arábica cederam na bolsa de Nova York. Os papéis para março fecharam em queda de 260 pontos ontem, a US$ 1,8490 por libra-peso. "Acredito que as vendas dos produtores é que pressionam os preços, mandando-os para baixo quando se aproximam de US$ 1,90 por libra-peso", afirmou Bill Collard, do Futures Management Group, à Dow Jones Newswires. Os agricultores brasileiros, maiores fornecedores globais de arábica, têm segurado a comercialização à espera de uma valorização, mas a percepção é que as vendas já começam a aparecer. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 400 e a máxima de R$ 410, segundo o Escritório Carvalhaes.
Volta às compras O algodão contrariou o movimento de queda entre as "soft commodities" e fechou a quarta-feira com ganhos na bolsa de Nova York, o. Os papéis para entrega em dezembro tiveram alta de 31 pontos, a 72,16 centavos de dólar por libra-peso. A percepção dos analistas é que o recuo da fibra nos últimos dias provocaria a volta do interesse de compra, que pode ser confirmada hoje com os novos números de registros de exportação dos EUA. Chris Kramedjian, analista da FCStone, afirmou à Dow Jones Newswires que os ganhos marginais e o baixo volume de negócios sinalizam que não há uma tendência de alta consolidada. No mercado doméstico, a arroba ficou a R$ 50,79 no oeste da Bahia, segundo informações da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Suporte técnico Após dois dias de quedas expressivas, os preços da soja negociada no mercado futuro de Chicago ficaram praticamente estáveis ontem. Os contratos com vencimento em janeiro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam em queda de 1 centavo, cotados a US$ 15,3225 por bushel. Os lotes para novembro registraram ganho de 1,25 centavo. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado encontrou alguma sustentação à medida que se aproximou do suporte psicológico de US$ 15 - ordens técnicas de compra foram acionadas e especuladores que estavam vendidos decidiram recomprar posições. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o Paraná caiu 1,37%, para R$ 73,68 por saca.
Maior oferta O ganho de ritmo da colheita nos EUA e a expectativa de que a produtividade no país possa ser maior que o estimado anteriormente voltaram a pressionar o milho ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para março encerraram em queda de 2,25 centavos, a US$ 7,5750 por bushel. "A produção de etanol nos EUA, divulgada nesta semana, também foi baixa", contou Vinícius Ito, analista do Jefferies Bache, em Nova York. Ao todo, foram utilizados para a fabricação do biocombustível 2,12 milhões de toneladas de milho, volume de 152,4 mil a 203,2 mil toneladas inferior à média necessária para atingir a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos ficou a R$ 30,54, queda de 0,84%.