Clones de cacau distribuídos em 17 viveiros na região sul
O Instituto Biofábrica de Cacau, do governo do Estado, está perto de concluir seu programa de descentralização de atividades, para facilitar o acesso dos produtores a mudas clonais de cacau, fruteiras e essências tropicais.
Das 19 unidades já implantadas, falta inaugurar as deMascote e Ubaitaba – e as de Eunápolis e de Camamu, não construídas. Foram inauguradas as de Ubatã, Itajuípe, Buerarema, Arataca, Jussari, Pau Brasil, Ibicaraí, Una, Canavieiras, Santa Luzia, Ibirataia, Coaraci, Gandu, Ipiaú e Camacan.
Antes de essas unidades entrarem em funcionamento, o material genético melhorado e mais resistente às pragas e doenças somente era adquirido na matriz da biofábrica, no distrito de Banco do Pedro, em Ilhéus. Nos últimos três meses, essas unidades atenderam a 600 pequenos produtores, vendendo 210 mil mudas de cacau (a R$ 0,40) e fruteiras (a R$ 0,50), subsidiadas pelo governo estadual.
No total, a biofábrica já distribuiu 10 milhões de mudas clonadas de cacau a 9.200 produtores, desde sua implantação, em outubro de 1999. Entre essências florestais e fruteiras tropicais foram 4.200 milhões e ainda 4.150 milhões de garfos para enxertia de cacaueiros decadentes.
Segundo o presidente do instituto, José Carlos Macedo, as ações da biofábrica estão sendo ampliadas, com a introdução de novas atividades de produção de mudas, com destaque para os quatro pólos de seringueira para produção de clones de Camamu, Arataca, Eunápolis e Medeiros Neto.
Há proposta de produzir pupunha e dendê, em parceria com a iniciativa privada. Macedo destaca ainda parcerias com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado, no apoio à recuperação de bacias hidrográficas nos biomas Mata Atlântica, serrado e caatinga, pela recomposição de matas ciliares. Também desenvolve parceria com o Consórcio Municipal do Vale do Rio de Contas, destinada à produção de mudas selecionadas de fruteiras para pequenos produtores dos 14 municípios envolvidos.
Até o final do ano,s estará funcionando, na sede em Banco do Pedro, o laboratório de micropropagação vegetal, com capacidade instalada de até 5 milhões de mudas/ ano, iniciando com a produção de mudas de bananeiras resistentes à sigatoka negra.
O secretário estadual de Agricultura, Pedro Barbosa de Deus, destaca que a descentralização é um trabalho importante. "Estamos levando a biofábrica aos produtores porque muitos têm dificuldades para buscar o material em Ilhéus”, argumenta.
O secretário diz que em áreas onde a vassoura-de-bruxa causou poucos estragos está havendo aumento de produção. Ele acredita que a região produzirá muito mais e que os pequenos produtores serão os maiores beneficiários com esta descentralização.
10 milhões de mudas clonadas já foram distribuídas pela biofábrica, desde sua implantação, em 1999 Fonte Instituto Biofábrica de Cacau