Plano prevê combate a rede criminosa (A Tarde)

26/09/2006

Plano prevê combate a rede criminosa

 

Plano prevê combate a rede criminosa A utilização de fotos de satélite na localização de áreas desmatadas, assim como o fechamento de serrarias, a apreensão de madeira nativa e a destruição de fornos ilegais de produção de carvão fazem parte da Operação Vinhático II, do Plano de Monitoramento e Controle da Mata Atlântica, lançado pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA) em março deste ano.

RESULTADO – O embargo de 500 hectares de áreas desmatadas, 400 metros cúbicos de madeira ilegal apreendidos, o desmonte de sete serrarias que trabalhavam com madeira proveniente da Mata Atlântica, 62 autos de infração, autuação de 62 pessoas físicas e um total de multas no valor de R$ 2 milhões é o resultado parcial da operação até o momento.

As serrarias foram totalmente desmontadas, com a retirada de todo maquinário. Foram apreendidos cerca de 152 máquinas entre componentes da serraria, tratores e caminhões.

“Foi um trabalho inédito na região, mas foi a única forma que encontramos de realmente parar essas serrarias”, explicou Sérgio Bertoche, um dos coordenadores da operação Vinhático II, ao revelar que somente uma serraria, em Camacan, já havia recebido 22 autos de infração, que não foram suficientes para que seus proprietários parassem de trabalhar com madeira de Mata Atlântica. “O desmonte foi a única forma que encontramos para realmente parar essas serrarias”, explicou Bertoche.

A operação foi realizada pelo Ibama em parceria com a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual (Núcleo Mata Atlântica), a Ceplac e o Projeto Corredores Ecológicos.

Para o coordenador do Núcleo Mata Atlântica do Ministério Público Estadual, o promotor Sérgio Mendes, a operação Vinhático II foi “paradigmática para o enfrentamento de toda uma rede de ilegalidade”.

Uma verdadeira operação de guerra foi montada para o desmonte das serrarias, com a utilização de 14 veículos, sete caminhões e mais de 40 pessoas do Ibama, das polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar.

“Queremos desmontar essa rede de exploração criminosa da Mata Atlântica”, enfatizou o promotor.

Segundo ele, o Ministério Público está investindo na montagem de uma força-tarefa para agilizar os processos de investigação de crimes ambientais.