Commodities Agrícolas

07/11/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Dólar colabora A desvalorização da moeda americana e as preocupações com o aperto da oferta na próxima temporada impulsionaram as cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio de 2013 fecharam em alta de 32 pontos, a 19,64 centavos de dólar por libra-peso. Um possível aumento na demanda por etanol no Brasil, devido aos preços elevados da importação de gasolina, também pode dar apoio ao mercado, afirmou à Dow Jones Newswires o analista Michael McDougall, da Newedge USA. Ele acredita que os preços da commodity devam oscilar em um intervalo de 19 a 22 centavos de dólar por libra-peso no curto prazo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a 50,41, com uma valorização de 0,22%.
 
Influência externa Em um dia de pouco volume de negócios, o suco de laranja voltou a avançar ontem na bolsa de Nova York, favorecido pelo enfraquecimento do dólar ante uma cesta de moedas. Os contratos com vencimento em janeiro de 2013 fecharam com uma forte elevação de 295 pontos, a US$ 1,0970 por libra-peso. Entretanto, analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires disseram que a tendência é que a bebida siga sem grandes alterações de preços até que um grande dano causado por geadas seja registrado na Flórida, que detém o segundo maior parque citrícola do mundo. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias enfrentou uma desvalorização de 0,60%, a R$ 6,64, de acordo com o Cepea/Esalq.
 
Demanda fraca As cotações do algodão devolveram ontem os ganhos da sessão anterior, já que a demanda continua a arrefecer. Os papéis para março de 2013 fecharam em baixa de 41 pontos, a 71,24 centavos de dólar por libra-peso. As atenções dos agentes estão voltadas ao novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira e cujos números devem ajudar a definir melhor a direção dos preços da fibra. John Flanagan, presidente da Flanagan Trading, disse à Dow Jones Newswires acreditar que a commodity caia a 65 centavos de dólar por libra-peso ainda este ano, diante da elevada oferta. No mercado interno, a arroba da pluma saiu por R$ 49,10 no oeste da Bahia, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Temor com a seca As preocupações com o solo seco nas Grandes Planícies americanas - em pleno plantio - voltaram a dar suporte ao trigo ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março encerraram com ganhos de 11,25 centavos, a US$ 8,9050 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 10,75 centavos, a US$ 9,3525 por bushel. A previsão é de que a falta de chuvas se estenda pelos próximos cinco dias sobre a maior parte do sul das Grandes Planícies. Os traders também temem o enxugamento da oferta nos países do Mar Negro e na Austrália, igualmente afetados por uma estiagem. No mercado doméstico, a saca teve alta de 0,88% no Paraná, para R$ 34,28, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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