08/11/2012
Commodities Agrícolas
Pressão do dólar A valorização do dólar ante uma cesta de moedas e a expectativa na véspera da divulgação dos novos dados de moagem de cana no Brasil pressionaram as cotações do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio de 2013 fecharam em forte baixa de 56 pontos, a 19,08 centavos de dólar por libra-peso. Michael McDougall, da Newedge USA, disse à Dow Jones Newswires acreditar que os preços do açúcar variem entre 19 e 22 centavos de dólar por libra-peso no curto prazo, mas a possibilidade de que o Sudeste do Brasil sofra com uma estiagem pode dar certa sustentação à commodity. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos registrou ligeira retração de 0,08%, para R$ 50,37.
Oferta ampliada O avanço da colheita de cacau no Oeste da África e as preocupações com a demanda em função da desaceleração econômica global pesaram sobre os preços da amêndoa. Os papéis para março encerraram com uma expressiva perda de US$ 67 ontem, a US$ 2.399 por tonelada. "Normalmente, esse é o período do ano em que o mercado cai por conta da oferta fresca que chega", afirmou Jack Scoville, da Price Futures, à Dow Jones Newswires. Ainda assim, a Barry Callebaut, maior fabricante mundial de chocolate em volume, espera um leve déficit na safra 2012/13, depois do superávit de 150 mil toneladas do ciclo anterior. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou estável, a R$ 68,16, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
À espera do USDA O milho avançou ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para março fecharam em alta de 3 centavos, a US$ 7,46 por bushel. O grão está próximo da extremidade inferior de sua estreita faixa de negociação dos últimos dias, à espera do novo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira. Entre os traders, a percepção é de que o quadro de oferta e demanda está relativamente equilibrado aos preços atuais, depois que a seca que atingiu os EUA nesta safra 2012/13 danificou as lavouras do país, fez as cotações disparar e a demanda acabou sendo contida. No mercado interno, a saca ficou a R$ 29,50 no oeste da Bahia, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Estoques enxutos Compras técnicas e a preocupação em relação aos estoques apertados voltaram a impulsionar o trigo nas ontem bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março de 2013 encerraram com uma valorização de 17,25 centavos, a US$ 9,0775 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 11,75 centavos, a US$ 9,47 por bushel. Os traders estão tensos com a situação de seca nas Grandes Planícies americanas, que estão na reta final de plantio. A estiagem já enxugou a oferta vinda dos países da região do Mar Negro e também da Austrália. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos permaneceu estável no Paraná, a R$ 34,28, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).