Commodities Agrícolas

13/11/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
Fundos sobrevendidos A notícia de que os fundos aumentaram as posições líquidas de vendas em 5 mil contratos na semana encerrada em 6 de junho, indicada no relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) de sexta-feira, motivou uma escalada nos preços do café arábica ontem em Nova York. Os papéis com entrega em março encerraram em alta de 265 pontos, a US$ 1,5820 por libra-peso. "Os fundos estão um pouco sobrevendidos", disse Márcio Bernardo, analista da Newedge USA, à Dow Jones Newswires. Ele acrescenta que há uma ausência de pressão de venda do grão na origem, o que pode colaborar para que a commodity permaneça em alta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos avançou 1,86%, a R$ 364,84.
 
O peso do USDA A soja estendeu as perdas que já acumulava nos três pregões anteriores ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em janeiro de 2013 fecharam em forte baixa de 46,25 centavos, a US$ 14,05 por bushel. Vendas baseadas em análises técnicas pesaram sobre as cotações da oleaginosa, que ainda sofrem os reflexos da previsão de um volume maior que o esperado da oleaginosa no mundo, apontado na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O clima na América do Sul, sem grandes ameaças até o momento, colabora para puxar as cotações para baixo. No mercado doméstico, a saca ficou a R$ 62,10 no oeste da Bahia, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Na esteira da soja O milho acompanhou a soja e terminou o pregão de ontem com perdas na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega em março fecharam com uma queda de 19,25 centavos, a US$ 7,2275 por bushel. O grão não recuou mais porque os comerciantes estão preocupados com a oferta enxuta ao redor do mundo (especialmente depois que as lavouras americanas foram castigadas por uma severa seca nesta safra 2012/13), e os preços mais baixos poderiam atrair maior demanda. Pedro Dejneka, analista da Futures International, em Chicago, disse que há boatos de que os EUA teriam vendido 500 mil toneladas de milho na semana passada, o que deve ser esclarecido hoje, no relatório de exportações. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou a R$ 33,61, em alta de 0,09%.
 
Pressão de vendas Uma pressão vendedora influenciou o trigo ontem nas bolsas americanas, depois de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter apontado uma maior oferta doméstica do cereal, em relatório divulgado na sexta-feira. Em Chicago, os papéis com entrega para março fecharam em baixa de 29 centavos, a US$ 8,7250 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento caíram 31,25 centavos, a US$ 9,0725 por bushel. O banco Goldman Sachs cortou a previsão de preço da commodity para os próximos três meses, de US$ 10,25 para US$ 9,50 por bushel. No Paraná, a saca saiu por R$ 33,86, em ligeira queda de 0,03%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
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