Commodities Agrícolas

14/11/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
Mau humor O café arábica despencou ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março fecharam em baixa de 695 pontos, a US$ 1,5125 por libra-peso. De acordo com Thiago Cazarini, da Cazarini Trading, o grão reflete a tensão no cenário macroeconômico mundial, o que afugenta investidores dos ativos de risco - caso das commodities - e acaba por valorizar o dólar ante uma cesta de moedas. "O mercado de café se recuperou nos últimos dias e muita gente acreditou que pudesse continuar em alta. Mas a minha opinião é que, no curto prazo, a tendência ainda é baixista", disse. A pressão aumenta em função da demanda fraca e das torrefadoras já abastecidas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 357,46, em queda de 2,02%.
 
Prêmio climático O suco de laranja registrou avanço expressivo ontem em Nova York, por conta da adição de um prêmio de risco climático com a proximidade do inverno nos EUA - já que as geadas podem danificar as lavouras de citros do país. Assim, os contratos para março fecharam em alta de 305 pontos, a US$ 1,1105 por libra-peso. Porém, o cenário ainda soa baixista. Dados da consultoria Nielsen divulgados ontem pelo Departamento de Citros da Flórida, apontam que as vendas da bebida nos EUA seguiram em baixa em outubro, com quedas de 3,1% em volume e 1,7% em receita nas quatro semanas encerradas em 27 de outubro ante o mesmo período de 2011. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 6,49, conforme o Cepea/Esalq.
 
Demanda dá sinais Depois de três pregões consecutivos de desvalorização, o milho reagiu e fechou com ganhos ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega em março de 2013 registraram alta de 4 centavos, a US$ 7,2625 por bushel. Exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) uma venda de 158,4 mil toneladas do grão, com entrega para destinos desconhecidos ainda na temporada 2012/13, o que deu sustentação aos preços do grão. Ainda assim, traders temem que as cotações em baixa possam atrair maior demanda, em um momento de oferta apertada no mundo. No mercado doméstico, a saca em Campo Verde (MT) ficou em torno de R$ 20, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Demanda preocupa O trigo recuou ontem nas bolsas americanas, com os traders a pesar, de um lado, a expectativa de redução da demanda para exportação dos EUA e, de outro, o declínio acentuado de preços nos dois últimos pregões. Em Chicago, os contratos para março encerraram em baixa de 6,75 centavos, a US$ 8,6575 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 2,50 centavos, a US$ 9,0475 por bushel. Porém, a queda da commodity pode ser limitada pelo temor com o clima nas regiões produtoras ao redor do mundo - a exemplo das Grandes Planícies americanas, que sofrem com o solo seco durante o plantio. No mercado interno, a saca subiu 0,03% no Paraná, para R$ 33,87, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: