Commodities Agrícolas

20/11/2012

Commodities Agrícolas


Bom humor As cotações do açúcar demerara apresentaram forte alta ontem na bolsa de Nova York, favorecidas pelo bom humor no mercado financeiro, em função da expectativa em torno de um acordo fiscal nos Estados Unidos. Os contratos para maio fecharam com um ganho de 69 pontos, a 19,87 centavos de dólar por libra-peso. Os especuladores detinham uma grande posição vendida na bolsa, por conta do pessimismo em relação à crise europeia e ao "abismo fiscal" americano. "Esses fundos venderam muitas posições nas últimas duas semanas, e agora estão recomprando, o que permitiu uma recuperação de preços", afirmou Marcos Escobar, consultor da FCStone. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos subiu 0,3%, para R$ 50,75.

Recuperação em NY O café arábica superou as perdas da sessão anterior e subiu ontem na bolsa de Nova York, em meio ao maior ânimo no cenário macroeconômico. Os papéis para março fecharam com expressiva alta de 490 pontos, a US$ 1,5740 por libra-peso. Ainda que o terremoto que atingiu uma importante região produtora do grão na Guatemala possa prejudicar a oferta da América Central, um novo movimento de liquidação de posições pode acontecer. Analistas indicam que é crescente a pressão sobre os agricultores brasileiros para a venda de maiores volumes da safra 2012/13 (eles vinham segurando as negociações, à espera de preços melhores). No mercado doméstico, o valor da saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 360 e R$ 370, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Demanda firme O dia positivo no mercado financeiro mundial, responsável por aumentar o apetite dos investidores por risco, deu gás às cotações dos grãos ontem na bolsa de Chicago. Os contratos de soja com vencimento em março de 2013 fecharam em alta de 14 centavos na última sessão, a US$ 13,82 por bushel. Uma cobertura de posições vendidas e a forte demanda para o óleo de soja - ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) relatou a venda de 20 mil toneladas da commodity para destinos desconhecidos - colaboraram para que a oleaginosa sustentasse os ganhos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos de soja registrou queda de 0,71% no Paraná, cotada a R$ 67,26, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Compras reaquecidas O milho iniciou o pregão de ontem em Chicago impulsionado pela notícia de que compradores da Ásia estariam em busca do grão americano, depois que fornecedores do Brasil teriam atrasado a entrega de 1,5 milhão de toneladas. Mais tarde, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou um bom nível de inspeções de exportação da commodity, motivo adicional para que os papéis para março fechassem em alta de 11,50 centavos, a US$ 7,4250 por bushel. "O conflito no Oriente Médio também valoriza o milho, já que etanol (feito a com o grão nos EUA) e petróleo têm uma boa correlação", disse Vinícius Xavier, da FCStone. No oeste baiano, a saca saiu por R$ 30,50, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 

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