04/12/2012
Assentamentos recebem apoio para infraestrutura e aumento da produção
Governador Jaques Wagner, secretários e outras autoridades participaram do lançamento na Flem
Tornar os assentamentos rurais da reforma agrária exemplos de produtividade e qualidade de vida para o homem do campo. Este é o principal objetivo do programa Assentamentos Dinâmicos, lançado pelo Estado, ontem, em solenidade com a presença do governador Jaques Wagner e dos secretários da Agricultura, Eduardo Salles, e da Casa Civil, Rui Costa, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), em Salvador.
Serão destinados R$ 17 milhões a ações de infraestrutura, desde o fornecimento de água e luz até o apoio técnico para a produção. "Queremos dar à agricultura familiar a grandeza que ela merece, mostrando que com planejamento, técnica e nosso apoio é possível melhorar as sementes, o plantel, plantar e criar mais e aumentar muito a renda", disse o governador.
Biomas – Inicialmente vão ser atendidos três assentamentos em regiões com climas diferentes – o ‘Lulão’, em Santa Cruz Cabrália, situado no bioma Mata Atlântica, o ‘Nova Canaã’, em Pindobaçu (bioma Semiárido), e o ‘Ilha da Liberdade’, no município de Barreiras (bioma Cerrado).
De acordo com o agricultor Marcio Mattos, diretor do Movimento dos Sem Terra na Bahia, serão investimentos em infraestrutura, para garantir que as famílias tenham condições de produzir melhor, por meio de capacitação técnica. Segundo ele, a iniciativa também contempla "a organização de associações e cooperativas para ampliar o poder de comercialização e o valor agregado do que é produzido".
Ovinocaprinocultura – Durante a cerimônia, foi lançado também o programa Bioma Catinga, que realizou uma pesquisa sobre a ovinocaprinocultura na Bahia. A partir do resultado, será promovida uma série de ações para aumentar o ganho com a produção.
O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, disse que será possível elaborar uma série de medidas para tornar a região do São Francisco um polo de excelência neste tipo de criação. "O diagnóstico permite planejar as ações que vão alavancar a atividade, que é tradicional da região e promove a sustentabilidade e o convívio com a seca."
Para gerir os programas e adequar os investimentos às necessidades dos agricultores, foram criados grupos de trabalho que envolvem todos os parceiros. Segundo o secretário da Casa Civl, Rui Costa, a luta é para que o agricultor familiar aumente sua renda de R$ 250 para R$ 2 mil. "Dispomos de ferramentas para proporcionar este avanço. Esperamos poder dizer ao país inteiro: aqui está um exemplo de sucesso."