Commodities Agrícolas

06/12/2012

Commodities Agrícolas

 

Peso dos fundamentos

Os preços do café arábica reagiram ontem na bolsa de Nova York, após recuarem na sessão anterior. Os contratos para março encerraram com ganhos de 75 pontos ontem, a US$ 1,4910 por libra-peso. Porém, o mercado ainda está sob pressão, por conta da fraqueza do lado dos fundamentos. Sterling Smith, analista do Citi, afirmou à Dow Jones Newswires que a ampla oferta mundial tem pesado sobre o arábica, e que novas baixas podem acontecer até o final da semana. "Além disso, quando os mercados externos ou as commodities em geral estão frágeis, o café sofre junto", disse ele. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 350 e a máxima de R$ 360, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Vendas aquecidas

O algodão avançou ontem em Nova York, diante do bom volume de vendas semanais que os analistas esperam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reporte hoje. Os papéis para março encerraram em alta de 13 pontos, a 73,04 centavos de dólar por libra-peso. Joe Fallico, da Insignia Futures, disse à Dow Jones Newswires que não prevê grandes oscilações de preços no primeiro trimestre de 2013. Para ele, as cotações deverão permanecer entre 70 e 80 centavos de dólar por libra-peso. Traders e analistas usarão os dados do USDA de hoje para medir o interesse de compra dos processadores, em meio à recente alta da fibra. No oeste baiano, a arroba da pluma saiu por R$ 49,93, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Demanda firme

A combinação entre demanda robusta e o temor com o excesso de chuvas na Argentina, que tem atrasado o plantio de soja no país, voltou a impulsionar os preços da oleaginosa na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março fecharam em alta de 23,50 centavos, a US$ 14,7375 por bushel. "A visão da maioria dos analistas é que a safra sul-americana de milho e soja está caindo", disse a AgResource, em comunicado que foi reproduzido pela agência Dow Jones Newswires. As cotações da commodity receberam ainda o impulso de rumores de que a China teria voltado a fazer aquisições dos Estados Unidos. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou a R$ 70,31, com um ligeiro avanço de 0,13%, de acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral).

Preços estacionados

O milho encerrou o pregão com ganhos ontem em Chicago, ainda que enfrente a ausência de novidades em relação à demanda. Os papéis com entrega em março subiram 5,75 centavos, a US$ 7,5775 por bushel. O mercado do grão luta para encontrar uma direção, preso em uma faixa de negociação acima da média móvel de 50 dias, mas abaixo das máximas da última semana. "Ao analisar o gráfico, vemos que a commodity está girando em torno de US$ 7,50 por bushel há muito tempo e acredito que não há muito espaço para novas altas. No curto prazo, serão apenas leves altas ou leves baixas", prevê Samuel Garcia, broker da Hencorp Commcor. Em Sapezal (MT), a saca de milho está em torno de R$ 20, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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