Commodities Agrícolas
Cobertura de posições
O café arábica registrou ganhos em Nova York na sexta-feira, em meio a um baixo volume de negócios. Os papéis para março encerraram em alta de 290 pontos, a US$ 1,5385 por libra-peso. Depois que a commodity caiu abaixo de US$ 1,50 por libra-peso na sessão, houve uma cobertura de posições vendidas (que costuma ter um efeito altista sobre as cotações). Mas Jack Scoville, analista do Price Futures Group, disse à Dow Jones Newswires que os agentes seguem pessimistas. "A ideia de que o Brasil ainda tem boa parte da produção para vender e de que haverá uma competição no curto prazo com a oferta da América Central e da Colômbia mantêm as cotações sob pressão", disse. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 349,65, em queda de 0,11%.
Sem ameaça concreta
Depois de três pregões seguidos de ganhos, o suco de laranja fechou em baixa na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos para janeiro recuaram 55 pontos, a US$ 1,2540 por libra-peso. Paira sobre o mercado o temor com a aproximação do inverno nos Estados Unidos, que pode trazer geadas às lavouras da Flórida (segunda maior região produtora de citros do mundo), mas não há nenhuma ameaça climática concreta no momento. Ainda assim, Joe Ricupero, analista da R.J. O' Brien, disse à Dow Jones Newswires acreditar que as cotações da bebida podem alcançar US$ 1,40 por libra-peso até o fim do ano. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada à indústria saiu por R$ 5,94, desvalorização de 1,16%, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Realização de lucros
Um movimento de realização de lucros puxou para baixo os preços da soja na bolsa de Chicago na sexta-feira, após quatro pregões seguidos de alta. Os contratos para março fecharam em queda de 14 centavos, a US$ 14,72 por bushel. Uma forte resistência em torno de US$ 15 por bushel abriu espaço para a liquidação de posições. "Mas os Estados Unidos já exportaram 70% do previsto para a safra 2012/13 de soja e a demanda segue firme. Os problemas com o nível do rio Mississipi, que dificultam o escoamento da commodity, e as chuvas na Argentina seguem como fatores adicionais de sustentação", afirmou Giovani Damiano, da FCStone. Em Sapezal (MT), a saca está em torno de R$ 64, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Vendas enfraquecidas
O milho voltou a sofrer com o baixo volume de exportação semanal relatado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quinta-feira. Na bolsa de Chicago, os papéis do grão com entrega em março fecharam em baixa de 14,25 centavos no pregão de sexta-feira, a US$ 7,3725 por bushel. "Os traders estão desapontados em ver as exportações pobres semana após semana", disse Terry Reilly, analista da Futures International, à agência Dow Jones Newswires. Na semana encerrada em 29 de novembro, os americanos acertaram a venda de apenas 55,8 mil toneladas da commodity, ante a expectativa de analistas de 300 mil a 500 mil toneladas. No Paraná, a saca foi cotada a R$ 27,78, uma queda de 1,45%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).