11/12/2012
Commodities Agrícolas
Oferta ampla A disparada na produção de açúcar no Brasil pressionou os preços da commodity ontem em Nova York. Os contratos do tipo demerara com vencimento em maio fecharam em baixa de 44 pontos, a 18,91 centavos de dólar por libra-peso. Dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) indicaram que a produção na safra 2012/13 no Centro-Sul do Brasil cresceu 263% na segunda quinzena de novembro, para 1,833 milhão de toneladas, ante 504 mil toneladas no mesmo período do ciclo passado. As usinas do país aceleram o ritmo de processamento para compensar o tempo perdido com as chuvas fora de época, em maio e junho. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 48,83, em alta de 0,18%.
Pressão de venda O café arábica registrou forte recuo ontem em Nova York, após três pregões seguidos de alta. Os papéis para março despencaram 685 pontos, a US$ 1,47 por libra-peso, o menor valor em 30 meses. "Sempre que as cotações sobem, há um 'mar' de vendas dos produtores do Brasil e da América Central. Passada essa situação técnica, o mercado acaba caindo", diz Carlos Costa, da consultoria Pharos. A Organização Internacional do Café (OIC) divulgou ontem que a safra mundial 2012/13 deve atingir 89,9 milhões de sacas de arábica (ante 81,3 milhões da temporada anterior) e 56 milhões de sacas de robusta (ante 53 milhões do ciclo passado), o que colaborou para pressionar os preços. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 342,55, em baixa de 2,03%.
Demanda enfraquecida Vendas técnicas e a adoção de uma postura de maior cautela, na véspera do anúncio do novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), colaboraram para pressionar o milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para março encerraram com uma desvalorização de 7,25 centavos, a US$ 7,30 por bushel. "A falta demanda nos EUA continua a pesar sobre os preços", afirma Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos. Os embarques americanos totalizaram 199,65 mil toneladas na semana até 6 de dezembro, bem abaixo do intervalo de 431,8 mil a 584,2 mil toneladas esperado por analistas. No oeste baiano, a saca saiu por R$ 32,50, segundo dados da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Estoques maiores O arrefecimento das exportações semanais americanas e a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revele no relatório de hoje uma maior oferta mundial puxaram para baixo as cotações do trigo ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março fecharam em queda de 12,25 centavos, a US$ 8,4875 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 6,50 centavos, a US$ 9,0325 por bushel. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires esperam que o USDA aponte estoques finais de 19,54 milhões de toneladas, contra os 19,15 milhões previstos em novembro. No Paraná, a saca ficou a R$ 35,90, em alta de 0,20%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).